LOADING

Type to search

Secretário-Geral da ONU solicitará pessoalmente na reunião do G-8 mais doações aos países mais pobres

Share

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, apresenta nesta segunda-feira o “Relatório sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio – 2009”.

Ban Ki-moon alerta que a recessão econômica aumentou a estimativa de pessoas que estão vivendo em extrema pobreza (menos de 1,25 dólares por dia). Ao meio caminho do limite do prazo fixado para a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) (a data limite para atingir as Metas do Milênio é 2015) a conjuntura de crise internacional reverteu o quadro de 20 anos de declínio da pobreza mundial, acionando na ONU o sinal vermelho para maior atenção aos ODM.

 

No Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (Ecosoc, na sigla em inglês), Ban Ki-moon solicitou às nações industrializadas do G-8 que aumentem concretamente a ajuda aos países mais pobres e não fiquem apenas em discursos. Ban, afirma ainda que a “credibilidade do sistema internacional depende de quanto os doadores aportarão”.  “A decência humana e a solidariedade mundial exige que nos unamos pelos pobres e os mais vulneráveis entre nós”. Ele reforçará seu discurso no encontro do G8 entre 8 e 10 de julho, em Áquila, cidade no centro da Itália.

Por outro lado, as nações doadoras teriam de ter garantias de que o capital aportado se reverterá concretamente no benefício da população e no seu conseqüente desenvolvimento para não causar um colapso ainda maior, no qual os países mais pobres não se desenvolverão e os países doadores não encontrarão alternativa que não seja de suspender temporariamente o auxílio.

Serão obrigados a fazê-lo até voltarem a se fortalecer e poder aumentar a Ajuda Oficial para o Desenvolvimento (AOD) de forma efetiva, pois não adianta discursar sobre a decência humana e a solidariedade mundial se ambas vierem acompanhadas de um colapso mundial, quando todos precisarão de ajuda maior.

Nesse caso, o que reinará será o discurso da solidariedade para sobrevivência e não para o desenvolvimento dos países. Afinal, a credibilidade do sistema internacional depende de como serão aportados os recursos doados e seus resultados.

Abaixo, indicamos quais são os oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e suas 18 metas a serem acompanhadas por 48 indicadores:

 

I – Erradicar a extrema pobreza e a fome

Meta 1: Reduzir pela metade a proporção da população com renda inferior a um dólar per capita por dia.

Meta 1A (brasileira)*: Reduzir a um quarto a proporção da população com renda inferior a um dólar per capita por dia

Meta 2: Reduzir pela metade a proporção da população que sofre de fome

Meta 2A (brasileira)*: Erradicar a fome.

II – Universalizar a educação primária

Meta 3: Garantir que as crianças de todos os países, de ambos os sexos, terminem um ciclo completo de ensino.

Meta 3A (brasileira)*: Garantir que todas as crianças, de todas as regiões do país, independentemente da cor, raça e do sexo, concluam o ensino fundamental

III – Promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres

Meta 4: Eliminar as disparidades entre os sexos no ensino fundamental e médio, se possível até 2005, e em todos os níveis de ensino, o mais tardar até 2015

IV – Reduzir a mortalidade na infância

Meta 5: Reduzir em dois terços a mortalidade de crianças menores de 5 anos de idade

V – Melhorar a saúde materna

Meta 6: Reduzir em três quartos a taxa de mortalidade materna

Meta 6A (brasileira)*: Promover, na rede do Sistema Único de Saúde (SUS), cobertura universal por ações de saúde sexual e reprodutiva até 2015

Meta 6B (brasileira)*: Ter detido o crescimento da mortalidade por câncer de mama e de colo de útero, invertendo a tendência atual

VI – Combater o HIV/AIDS, a malária e outras doenças

Meta 7: Ter detido a propagação do HIV/Aids e começado a inverter a tendência atual

Meta 8: Ter detido a incidência da malária e de outras doenças importantes e começado a inverter a tendência atual

VII – Garantir a sustentabilidade ambiental

Meta 9: Integrar os princípios do desenvolvimento sustentável às políticas e aos programas nacionais e reverter a perda de recursos ambientais

Meta 10: Reduzir pela metade a proporção da população sem acesso permanente e sustentável a água potável e esgotamento sanitário.

Meta 11: Até 2020, ter alcançado uma melhora significativa na vida de pelo menos 100 milhões de habitantes de assentamentos precários

VIII – Estabelecer uma parceria mundial para o desenvolvimento

Meta 12: Avançar no desenvolvimento de um sistema comercial e financeiro aberto, baseado em regras, previsível e não-discriminatório

Meta 13: Atender às necessidades dos países menos desenvolvidos, incluindo um regime isento de direitos e não sujeito a cotas para as exportações dos países menos desenvolvidos; um programa reforçado de redução da dívida dos países pobres muito endividados e anulação da dívida bilateral oficial; e uma ajuda pública para o desenvolvimento mais generosa aos países empenhados na luta contra a pobreza

Meta 14: Atender às necessidades especiais dos países sem acesso ao mar e dos pequenos estados insulares em desenvolvimento

Meta 15: Tratar globalmente o problema da dívida dos países em desenvolvimento, mediante medidas nacionais e internacionais, de modo a tornar a sua dívida sustentável

Meta 16: Em cooperação com os países em desenvolvimento, formular e executar estratégias que permitam que os jovens obtenham um trabalho digno e produtivo

Meta 17: Em cooperação com as empresas farmacêuticas, proporcionar o acesso a medicamentos essenciais a preços acessíveis nos países em desenvolvimento

Meta 18: Em cooperação com o setor privado, tornar acessíveis os benefícios das novas tecnologias, em especial das tecnologias de informação e de comunicações

 *Metas adicionadas pelo governo brasileiro para adaptação a realidade local.

 

Para o acompanhamento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio visite: http://www.mdgmonitor.org/

Tags:
Daniela Alves - Analista CEIRI - MTB: 0069500SP

Mestre em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Bacharel em Relações Internacionais, jornalista e Especialista em Cooperação Internacional. Atualmente é CEO do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (CEIRI) e Editora-Chefe do CEIRI NEWSPAPER. Vencedora de vários prêmios nacionais e internacionais da área dos Direitos Humanos. Já palestrou em várias cidades e órgãos de governo do Brasil e do Mundo sobre temas relacionados a profissionalização da área de Relações Internacionais, Paradiplomacia, Migrações, Tráfico de Seres Humanos e Tráfico de órgãos. Trabalhou na Coordenadoria de Convênios Internacionais da Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo e na Assessoria Técnica para Assuntos Internacionais da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Governo do Estado de SP. Atuou como Diretora Executiva Adjunta e Presidente do Comitê de Coordenação Internacional da Brazil, Russia, India, China, Sounth Africa Chamber for Promotion an Economic Development (BRICS-PED).

  • 1

Deixe uma resposta

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.