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Segundo relatório do BID, China e América Latina precisam aprofundar a cooperação para que seja possível ampliar o comércio e os investimentos

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No dia 6 de dezembro, o “Banco Interamericano de Desenvolvimento” (BID) apresentou, em “Nota Oficial”, o relatório “Ten years after the take-off”* (Dez anos após a decolagem), produzido pelo “Setor de Integração e Comércio do BID”.

De acordo com a nota divulgada, o relatório examina a “evolução do comércio, do investimento e da cooperação entre a China, América Latina e Caribe ao longo da última década e argumenta que os formuladores de políticas precisam unir forças para reduzir tarifas, custos de transporte e outras barreiras a fim de diversificar a composição do comércio bilateral entre a China e a região”.

O estudo indica que, durante a última década, o comércio entre as duas regiões foi baseado na clássica troca de commodities por bens manufaturados. Embora esse tipo de relação tenha trazido ganhos mútuos, os benefícios produziram impactos em poucos setores para um número limitado de países da América Latina e do Caribe.

Produtos de mineração representam quase metade das exportações da região para a China, seguidos pelos produtos agrícolas, com uma participação de 35%. Cerca de 90% das exportações da região para a China vinham de apenas quatro países: Brasil (41%), Chile (23,1%), Argentina (15,9%) e Peru (9,3%)”, destaca o comunicado do BID.

O principal economista do “Setor de Integração e Comércio do BID” e autor do estudo, Maurício Mesquita Moreira, ressalta que “Os custos comerciais ainda são altos o bastante para restringir as oportunidades de comércio de ambos os lados da relação e, portanto, requerem uma ação governamental”.

Para aprofundar a relação, sugere-se que a China diversifique sua carteira de investimentos em termos de países e setores para “amenizar tensões e minimizar o impacto social da grande entrada de produtos manufaturados chineses nos países”. Por outro lado, o Estudo também sugere que as empresas latino-americanas estabeleçam operações na China para poder abrir o mercado aos seus produtos e diversificar o comércio.

Para que seja possível intensificar o comércio e ampliar a relação, a cooperação entre as duas economias deve ser expandida e fortalecida em setores que possam ter um impacto direto sobre o comércio. “Um marco institucional mais forte para a cooperação, com objetivos legalmente vinculantes, poderia acelerar o compartilhamento de conhecimento entre as duas regiões”, aponta ainda o estudo.

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* http://www.iadb.org/document.cfm?id=35410652

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Daniela Alves - Analista CEIRI - MTB: 0069500SP

Mestre em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Bacharel em Relações Internacionais, jornalista e Especialista em Cooperação Internacional. Atualmente é CEO do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (CEIRI) e Editora-Chefe do CEIRI NEWSPAPER. Vencedora de vários prêmios nacionais e internacionais da área dos Direitos Humanos. Já palestrou em várias cidades e órgãos de governo do Brasil e do Mundo sobre temas relacionados a profissionalização da área de Relações Internacionais, Paradiplomacia, Migrações, Tráfico de Seres Humanos e Tráfico de órgãos. Trabalhou na Coordenadoria de Convênios Internacionais da Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo e na Assessoria Técnica para Assuntos Internacionais da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Governo do Estado de SP. Atuou como Diretora Executiva Adjunta e Presidente do Comitê de Coordenação Internacional da Brazil, Russia, India, China, Sounth Africa Chamber for Promotion an Economic Development (BRICS-PED).

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