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Venezuela e Chile compartilharão, durante o período 2010-2012, a Presidência “pro tempore” da “OEA do B”

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Os representantes da nova “Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos”* (CELAC) confirmaram neste último sábado, dia 3 de julho, a pretensão de consolidar a união regional. A CELAC foi apelidada pela imprensa como “OEA do B”** e pretende ter a presença de todos os países das Américas, exceto Estados Unidos e Canadá.

Na reunião deste sábado, realizada em Caracas, Venezuela, os “Ministros das Relações Exteriores” e altos funcionários de 30 países da América Latina e do Caribe acordaram que a Venezuela e o Chile compartilharão, durante o período 2010-2012, a Presidência “pro tempore” do grupo.

Essa Presidência “pro tempore” ficará encarregada da “redação dos estatutos” da CELAC. De acordo com o comunicado oficial da reunião, “a Celac será um organismo regional de concertação no continente americano, sem os Estados Unidos nem Canadá (…) cujo objetivo será que os países-membros avancem nos acordos de cooperação e integração entre a região“, diz o comunicado oficial venezuelano.

O “Ministro de Relações Exteriores” da Venezuela, Nicolás Maduro, apresentou na reunião o documento “Plano de Caracas, um conjunto de objetivos para consolidar a integração em diversas áreas“.

O chanceler venezuelano declarou à imprensa que o Governo de Hugo Chávez propõe que a região dê prioridade aos temas “energético, climático e econômico“.

A proposta venezuelana inclui “uma série de objetivos onde se destaca a superação da pobreza; o uso racional da energia; a criação e cooperação nos âmbitos de tecnologia, transporte e assistência humanitária“, informou a Chancelaria venezuelana em seu comunicado oficial.

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* A CELAC reúne 33 países da região: Antígua e Barbuda, Argentina, Bahamas, Barbados, Belize, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Dominica, Equador, El Salvador, Granada, Guatemala, Guiana, Haiti, Honduras, Jamaica, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, São Cristóvão e Neves, São Vicente e Granadinas, Santa Lúcia, Suriname, Trinidad e Tobago, Uruguai e Venezuela.

** Para entender o uso da expressão “OEA do B”, consultar nota CEIRI, editada no dia 22 de fevereiro de 2010, no link: http://www.webceiri.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=923:politica-internacional-brasil-pretende-propor-a-criacao-de-uma-oea-alternativa-apelidada-pelos-analistas-de-oea-do-b&catid=84:noticias&Itemid=85

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Daniela Alves - Analista CEIRI - MTB: 0069500SP

Mestre em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Bacharel em Relações Internacionais, jornalista e Especialista em Cooperação Internacional. Atualmente é CEO do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (CEIRI) e Editora-Chefe do CEIRI NEWSPAPER. Vencedora de vários prêmios nacionais e internacionais da área dos Direitos Humanos. Já palestrou em várias cidades e órgãos de governo do Brasil e do Mundo sobre temas relacionados a profissionalização da área de Relações Internacionais, Paradiplomacia, Migrações, Tráfico de Seres Humanos e Tráfico de órgãos. Trabalhou na Coordenadoria de Convênios Internacionais da Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo e na Assessoria Técnica para Assuntos Internacionais da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Governo do Estado de SP. Atuou como Diretora Executiva Adjunta e Presidente do Comitê de Coordenação Internacional da Brazil, Russia, India, China, Sounth Africa Chamber for Promotion an Economic Development (BRICS-PED).

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