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No final de maio deste ano (2017), a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) completou 30 anos de existência. Desde sua criação, em 1987, a ABC atua na coordenação, negociação e supervisão de programas e projetos de cooperação técnica em vias de negociação, ou implementados junto a parceiros nos âmbitos bilateral, regional e multilateral. Já foram executados cerca de 3.000 projetos em 108 países presentes no Sul global (África, América Latina, Ásia e Oceania).

A África se encontra entre as regiões que mais se beneficiam com as ações de cooperação técnica coordenadas pela ABC nos últimos anos. De acordo com o último relatório da Cooperação Brasileira para o Desenvolvimento Internacional (COBRADI), do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), foram destinados quase R$ 63 milhões para o desenvolvimento de programas e projetos de cooperação técnica na África entre 2011-2013, último período analisado pelo relatório. Tal valor compreende a aproximadamente metade do total destinado para as atividades de cooperação técnica brasileira no mundo. 

No Continente africano, as ações mais importantes estão voltadas para o combate à fome, que segue como um dos principais males da região. Exemplo disso é o Programa de Aquisição de Alimentos África (PAA África), em curso desde 2012, sendo resultado do “Diálogo Brasil-África de Alto-Nível sobre Segurança Alimentar, Combate à Fome e Desenvolvimento Rural”, que ocorreu em Brasília, em 2010, e reuniu cerca de 40 ministros africanos.

PAA África.

Este projeto é operacionalizado a partir de uma parceria entre o Governo brasileiro e o Departamento para o Desenvolvimento Internacional do Reino Unido (DFID), contando com o suporte técnico e operacional da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e do Programa Mundial de Alimentos (PMA). São cinco os países beneficiados pelo projeto: Etiópia, Malaui, Moçambique, Níger e Senegal. Inspirada pela experiência do Brasil com o PAA nacional, em curso desde 2003, e sendo parte do programa Fome Zero, o PAA África pretende unir a geração de renda por meio da agricultura familiar com a garantia da segurança alimentar e nutricional das populações, sobretudo dos estudantes.

Dados mais recentes mostram que o PAA já apoiou aproximadamente 11.300 agricultores em atividades agrícolas e favoreceu mais de 462 escolas na aquisição de alimentos provenientes da agriculta familiar, garantindo alimentação escolar para cerca de 158.000 crianças.

Em artigo publicado no livro lançado pela Fundação Alexandre de Gusmão (FUNAG), do Ministério das Relações Exteriores, em comemoração aos 30 anos da ABC, José Graziano da Silva, Diretor-Geral da FAO, afirma que o Brasil foi pioneiro na promoção de ações formais de combate à fome. Ele acrescenta que a cessão de pesquisadores brasileiros altamente qualificados – que sabem dimensionar a “complexidade dos desafios do desenvolvimento”– para o fomento de programas e projetos de cooperação técnica na África, está colaborando com o desenvolvimento agrário e com a segurança alimentar do Continente.  

Em artigo publicado na imprensa brasileira, o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, que recentemente esteve no Continente africano,  destacou que a ABC foi a primeira agência de cooperação criada por um país em desenvolvimento e que seus projetos e programas de cooperação técnica na África melhoram as condições de vida das populações locais e ainda servem para melhorar a imagem do Brasil no exterior, de modo a ser importante instrumento da política externa brasileira. 

Assista ao vídeo institucional da ABC feito em celebração aos seus 30 anos:

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 30 anos Agência Brasileira de Cooperação” (Fonte):

http://www.funag.gov.br/index.php/pt-br/2015-02-12-19-38-42/1844-funag-participa-de-seminario-em-comemoracao-aos-30-anos-da-agencia-brasileira-de-cooperacao

Imagem 2 PAA África” (Fonte):

https://www.facebook.com/PAAafrica/?ref=br_rs

 

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Vinícius Sousa dos Santos - Colaborador Voluntário

Especialista em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília (UnB). Bacharel em Relações Internacionais pela Universidade Católica de Brasília (UCB), com experiência acadêmica internacional no Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa. É coordenador do Café com Política e colunista político do Congresso em Foco. Foi estagiário-visitante da Câmara dos Deputados e trainee do Setor Político, Econômico e de Informação da Delegação da União Europeia no Brasil. Atuou também como pesquisador colaborador voluntário do Observatório Brasil e o Sul (OBS). É voluntário Departamento da Juventude da Cruz Vermelha Brasileira Brasília (CVBB).

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2 Comments

  1. Gianluca Elia 6 de junho de 2017

    A sigla do Programa Mais Alimentos África não é esta (PAA África) mas esta PMAA, claramente você se refere ao Programa de Aquisição de Alimentos África (PAA África). Por causa do ProSavana a imagem do Brasil é péssima.

    Responder
    1. Vinícius Sousa 8 de junho de 2017

      Agradeço por chamar atenção para esse detalhe. Faremos a alteração. Concordo quanto ao ProSavana, sua natureza é diametralmente oposta aos demais projetos do Brasil na África que possuem enfoque na segurança alimentar e agricultura familiar.

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