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COP 23 e o Brasil: Espaço Brasil, boas práticas e recaídas no percurso

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Dos dias 6 a 17 de novembro, a cidade de Bonn, na Alemanha, é a sede do clima em 2017. A 23ª Conferencia das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP 23) tem o objetivo de avançar na implementação do Acordo de Paris e aborda principalmente a questão da mobilidade humana e mudança climática, destacando-se o crescente deslocamento de pessoas relacionado às mudanças climáticas e a criação de um status de “refugiado do clima”, assim como a redução dos gases de efeito estufa e os meios para implementar o pacto firmado em 2015, em Paris.

A COP 23 conta com a representação de Governos estaduais e federal. Nove Estados que compõem a Amazônia Legal Brasileira participam do evento, com o intuito de debater a cooperação e o financiamento internacional para a proteção das florestas, a promoção do desenvolvimento sustentável na região amazônica e o enfrentamento da mudança climática.

Cerimônia de boas-vindas da conferência da COP 23 na Alemanha.

Na ocasião, as autoridades governamentais promoverão as iniciativas em curso e compartilharão as ferramentas que têm sido utilizadas para monitorar o desmatamento da Amazônia, tais como o Centro Integrado de Monitoramento Ambiental, a difusão de Unidas de Conservação, o projeto “De olho na Floresta”, o Cadastro Ambiental Rural, o Programa de Regularização Ambiental do Estado do Para e o Simples Ambiental.

Além disso, o país possui uma área exclusiva para disseminação de conteúdo, promoção de diálogos e encontros, organização de seminários e troca de informações, reunindo governos, sociedade civil, academia e setor privado: o Espaço Brasil. A iniciativa foi iniciada na COP 22, em Marrakesh, e serviu para integrar diferentes atores representantes ou interessados no contexto brasileiro.

O Espaço tem sido utilizada para discutir todos os temas que atravessam o amplo debate das mudanças climáticas, tais como a agricultura de baixo carbono, as medidas de proteção e conservação do Cerrado, a recuperação de vegetação nativa e recursos hídricos, o uso da cooperação sul-sul, a promoção dos biocombustíveis e da bioenergia e as experiências de atores subnacionais.

Para o Portal G1, Carlos Rittls afirma que “o Brasil está passando do conjunto de países que fazia parte da solução para fazer parte do grupo que faz parte do problema”. De acordo com Rittls, Secretário-Executivo do Observatório do Clima, o país tem se afastado do papel de liderança nas negociações, quando os Estados ainda não falavam tão aberta e enfaticamente sobre a redução nas emissões de CO2 na atmosfera.

Para Marcio Astrini, do Greenpeace, o Governo brasileiro pode apresentar uma “falsa redução no desmatamento”. Isto porque, embora presencie-se uma atual redução de 16% no desmatamento, ela ocorre após duas altas seguidas, em paralelo a diferentes escândalos ambientais. Por exemplo, os índices de desmatamento estavam em constante aumento nos últimos três anos, implicando em um corte de R$ 200 milhões dos cofres noruegueses para a proteção da floresta brasileira.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Composição de palavras, desafios do clima” (Fonte):

https://pixabay.com/en/climate-change-global-warming-1908381/

Imagem 2Cerimônia de boas-vindas da conferência da COP 23 na Alemanha.” (Fonte):

https://fotospublicas.com/cerimonia-de-boas-vindas-da-conferencia-na-cop23-na-alemanha/

João Antônio dos Santos Lima - Colaborador Voluntário

Mestre em Ciência Política na Universidade Federal de Pernambuco e graduado em Relações Internacionais na Universidade Estadual da Paraíba. Tem experiência como Pesquisador no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) no projeto da Cooperação Brasileira para o Desenvolvimento Internacional (Cobradi). Foi representante brasileiro no Capacity-Building Programme on Learning South-South Cooperation oferecido pelo think-tank Research and Information System for Developing Countries (RIS), na Índia; digital advocate no World Humanitarian Summit; e voluntário online do Programa de Voluntariado das Nações Unidas (UNV) no projeto "Desarrollar contenido de opinión en redes sociales sobre los ODS". Atualmente, mestrando em Development Evaluation and Management na Universidade da Antuérpia (Bélgica) e Embaixador Online do UNV na Plataforma socialprotection.org.

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