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Ao longo dos anos, Seul vem aperfeiçoando seus sistemas para prevenir ataques norte-coreanos. Para Han Min-koo, Ministro de Defesa da Coreia do Sul, o sistema do escudo antimísseis estadunidense THAAD pode não ser uma defesa apenas contra o Governo da Coreia do Norte, de Kin Jong-un.

Nesta semana, autoridades envolvidas na implantação do sistema em território sul-coreano atualizaram informações sobre o escudo antimísseis que estará ativo em 2017, e cobraram os chineses e os russos para barrarem os avanços da Coreia do Norte. A Cobrança é maior sobre Beijing, pois, para Washington e Seul, a China não se esforça em impedir o desenvolvimento de armas no país vizinho. No entanto, cobranças como essas, feitas tanto aos chineses e quanto aos russos, não são novidades quando o assunto é o desenvolvimento de armas nucleares norte-coreanas, mas, nem sempre, ao fazê-lo, isso agrada aos países que cercam a Coreia do Sul, bem como aos seus aliados.

No que tange ao sistema THAAD, Han Min-koo se expressa de forma duvidosa quanto a sua utilidade e se ele seria realmente apenas para se prevenir dos ataques vindos de Pyongyang. Conforme postado pela agência Yonhap, ele declarou: “Caso sejam lançados mísseis da China ou da Rússia nas nossas posições, como não interceptá-los? É óbvio que vamos fazê-lo […]. É necessário [o THAAD] para a nossa segurança, mesmo levando em consideração a oposição da Rússia e da China [quanto ao assunto] e os problemas econômicos”.

Desde que o escudo antimíssil foi anunciado, diversas opiniões e dúvidas foram postas à mesa, com pronunciamentos de autoridades e desconfianças que podem até abalar o relacionamento de Seul com seus vizinhos no campo econômico, já que não se pode desconsiderar o planejamento de empresas sul-coreanas em solos chinês e russo.

No início deste mês, a Presidente do país, Park Geun-hye, tentou amenizar o assunto com diálogos, apoiando o THAAD, mas afirmando que o sistema não seria uma afronta, por exemplo, aos russos, considerando um possível ataque deles. Conforme declarou em uma entrevista para RIA Novosti, “Não existem … razões para que o THAAD seja dirigido contra um terceiro país, não teria nenhum benefício real, não temos intenção ou planos de agir dessa forma”.

A cada evento e em cada coletiva, um novo leque de dúvidas nasce de diversos lados, vindas dos campos políticos e sociais e dos setores públicos e privados, tanto de russos, como de estadunidenses, chineses, sul-coreanos, além de outros asiáticos, pois a região tem histórico complexo em suas relações diplomáticas e pode não está longe de acabar retrocedendo a um tempo quando o continente sofria com as constantes guerras movidas por interesses territoriais, geopolíticos e ideológicos.

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Imagemdiagrama do Míssil THAAD” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Terminal_High_Altitude_Area_Defense

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Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

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