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Crescimento econômico brasileiro deve atentar para as mudanças na China

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Nesta semana, a “Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico” (OCDE) divulgou dados sobre o crescimento das economias do G-20 no primeiro trimestre deste ano (2012). O Brasil está crescendo menos que as demais economias e, além disso, como elas, necessita ficar atento para o possível “Risco China”.

 

Segundo os dados da OCDE, os “Produtos Internos Brutos” (PIBs) dos membros do grupo tiveram aumento de 0,8% em comparação ao mesmo período do ano passado (2011). O Brasil, por sua vez, teve apenas 0,2% em seu crescimento, considerado estável em relação ao período anterior, algo preocupante. Os dados da China foram de 1,8% em seu crescimento, uma diferença de 0,01% em relação a 2011 e, embora este seja um dado positivo, ainda assim, a economia chinesa é a que mais deve preocupar os brasileiros.

As principais economias do mundo não estão boa fase, tal qual destacou Kenneth Rogoff, da “Universidade de Harvard”. Os “Estados Unidos” estão rateando; a Europa está quase em recessão e o Japão ainda sofre com sua prolongada armadilha de baixo crescimento. Para ele, a China é o único grande motor com o qual a economia global pode contar. Suas palavras são coerentes com a realidade quando observados os dados sobre a economia mundial e sobre a economia chinesa nos últimos 3 anos, porém, este é o ano de transformação no gigante asiático.

Como já foi publicado em notas e análises no site do CEIRI, no site oficial do Governo chinês e pelo “Ministério de Recursos Humanos e Segurança Social da RPC”, o país está voltando suas energias para uma economia baseada no consumo interno, realizando mudanças na previdência, no salário e em outros mecanismos que alterarão a dinâmica econômica. Concluíram os chineses que o país não pode apenas contar com a demanda externa, pois a economia mundial está fraquejada e manter esse modelo de crescimento já não faz sentido.

Além disso, o Governo da China terá um novo mandatário e Xi Jinping, caso venha a assumir a função, pode dar continuidade ou não ao atual modelo de crescimento. Indiferente às transformações políticas que possam ocorrer na China, a “Assembléia Popular Nacional” (APN) já confirmou os rumos da economia chinesa para os próximos cinco anos e o país poderá abandonar de vez seu crescimento acelerado baseado no acesso de crédito para Bancos e empresas estatais que foram fundamentais para os dados expressivos de alcançados nos últimos anos.

Para muitos economistas, a China é hoje quem deveria estar no centro do “Radar” do Governo brasileiro, pois, diante da mudança de estratégia divulgada por Beijing, se não ocorrer uma rápida recuperação da economia mundial e houver mudanças quanto aos principais exportadores de produtos para o país asiático, o Brasil é quem sentirá o maior impacto.

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Fontes:

Ver:

http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,economias-do-g-20-crescem-08-no-1-trimestre-brasil-avanca-apenas-02,115929,0.htm

Ver o artigoBrasil tem de ficar atento ao risco China”:

http://blogs.estadao.com.br/fernando-dantas/

Ver Analise CEIRI”:

http://jornal.ceiri.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=2892:distribuicao-de-renda-na-china-e-o-futuro-economico-do-pais&catid=33:analises-de-conjuntura&Itemid=644

Tags:
Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

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