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No ano de 2013, o Departamento de Proteção de Fronteira e Alfândega dos Estados Unidos registrou 21.357 menores desacompanhados vindos da América Central na sua fronteira sul. A estimativa é de que, neste ano de 2014, o número possa subir para 90.000 crianças[1]. As estatísticas são alarmantes e abrem os olhos para um problema que vem preocupando organizações de direitos humanos e refugiados.

Em um recente Relatório, o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) informou que 56% das crianças que haviam deixado seus países (como El Salvador, Guatemala e Honduras) e foram entrevistadas estavam em situação de risco de morte.

Este mesmo estudo descobriu que nem todas as crianças estavam em busca de se reunir com seus parentes ou procurando por melhores oportunidades econômicas. Grande número delas estava fugindo da violência, seja violência por parte de organizações criminais, seja a violência domestica, ocorrida dentro de sua família[1].

O caminho que percorrem estas crianças pode vir a ser ainda mais perigoso do que a sua situação no seu país de origem. Muitas sofrem com sequestros, extorsões e violência, que se dão principalmente no seu percurso dentro do México[2]. Os problemas persistem no processo com as autoridades locais, pois a dificuldade de identificá-las faz com que a proteção destes menores se torne mais lenta e cheia de incertezas. Outros riscos que correm as crianças migrantes inclui o envio de menores a prisões de adultos, fazendo com que estas desistam de pedir auxilio ao Governo mexicano e tentem seguir o caminho de volta ao seu país[1].

Organizações Não Governamentais estão lutando para que seja reconhecida uma crise humanitária na fronteira dos Estados Unidos com o crescente número de crianças fugindo de ameaças e violência.

O pedido inclui também brindar estes menores com um status de refugiados ou asilados políticos. No entanto, a situação continua a piorar e a quantidade de crianças desacompanhadas e esquecidas pelas autoridades continua subindo.

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Imagem (Fonte):

http://fuerza.com.mx/2014/06/07/arizona-emergencia-por-arribo-de-ninos-migrantes/

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.wola.org/files/mxgt/report/

[2] Ver:

http://www.20minutos.es/noticia/2163868/0/piden-onu-estatus/refugiados-ninos-inmigrantes/presos-frontera-eeuu/

[3] Ver:

http://www.eluniversal.com.mx/nacion-mexico/2014/impreso/-8220migran-ninios-por-violencia-8220-216401.html

[4] Ver:
http://www.laprensa.com.ni/2014/06/13/planeta/198435-eeuu-ninos-inmigrantes-centroamericanos

[5] Ver:
http://www.elnuevoherald.com/2014/06/16/1775286/el-flujo-de-ninos-en-la-mira-de.html

            

Laura Elise Messinger - Colaboradora Voluntária Júnior 1

Mestre em Relações Internacionais- IHEID (Genebra, Suíça) e Mestre em Estudos Avançados de Organizações Internacionais- UZH (Zurique, Suíça). Bacharel em Relações Internacionais -Unilasalle (Canoas, RS), intercâmbio na UNICAH (Tegucigalpa, Honduras). Especialidades: direitos humanos, direito internacional humanitário, segurança e paz, democratização e América Central. Experiências profissionais: ONU (DPA- MSU), BID (segurança cidadã) e ONG Geneva Call – Suíça.

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1 Comments

  1. Caroline 19 de junho de 2014

    É necessário controle da natalidade urgente nestes países. Povos que não conseguem administrar seus problemas e encontrar soluções viram problemas para outros… e todos sofremos com a incompetência da América Católica e seus ridículos tiranos, parafraseando Caetano Veloso, na canção Podres Poderes.

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