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Nos últimos anos, a Estônia revolucionou seu sistema administrativo ao criar o e-Estado, o qual permite que os cidadãos utilizem um ID Card para acessar os serviços públicos. Todavia, os técnicos governamentais descobriram falhas nos cartões de identificação, os quais precisam de atualização do software para tornarem-se seguros.

A questão central é a dificuldade que os estonianos estão tendo para fazer o procedimento remotamente, visto que o suporte do sistema é limitado a aproximadamente 15.000 atualizações diárias. Diante do fato, o Governo disponibilizou a Polícia e a Guarda de Fronteiras para auxiliarem a população com informação e realização de atualizações.

Presidente da Estônia, Kersti Kaljulaid

A crise possui o potencial de atingir 800.000 pessoas, entretanto o risco com a segurança somente poderia afetar os que adquiriram seus ID Cards antes de outubro de 2014. Dessa forma, a Estônia paralisou o uso da chave pública que dá acesso ao banco de dados, pois a criptografia sem o código representa uma menor chance de êxito.

O Jornal Baltic Times trouxe uma declaração da Presidente da Estônia, Kersti Kaljulaid, sobre o assunto, a qual salientou: “Se uma coisa se tornou clara para nós durante as últimas semanas, é que a fila nos escritórios não é algo que a nossa gente gostaria de retornar. Por conseguinte, devemos tornar nosso e-state melhor e ainda mais confiável. […] porque nenhuma outra sociedade digital existe nesta forma. Devemos ser os pioneiros e, no final, sairemos deste mais fortes”.

A situação na Estônia é delicada por duas razões: a primeira sinaliza a capacidade de gestão do Estado sobre a burocracia digital, pois a nível social os reflexos da crise poderiam estimular uma rejeição ao modelo de e-Estado; a segunda representa uma possível perda de investimentos nos setores de tecnologia da informação, cujo resultado negativo poderia incentivar o declínio do soft power* estoniano.

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Nota:

* O conceito de Soft power foi desenvolvido pelo teórico político e internacionalista Joseph Nye e basicamente significa a capacidade de atrair ou moldar a preferência por um ator sem que este use de coação.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Electronic ID” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/2/22/E-Estonia_Showroom_%2837199953681%29.jpg/1280px-E-Estonia_Showroom_%2837199953681%29.jpg

Imagem 2: Presidente da Estônia, Kersti Kaljulaid

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/8/88/Vabariigi_Presidendi_ametisse_astumise_tseremoonia%2C_Kersti_Kaljulaid.jpg

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Bruno Veillard - Colaborador Voluntário Júnior

Mestre em Sociologia Política (2018) e Bacharel em Relações Internacionais (2014) pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro – IUPERJ vinculado a Universidade Cândido Mendes. Atualmente incorpora o quadro do CEIRI Newspaper, onde atua na qualidade de colaborador voluntário na produção de notas analíticas e conjunturais na área de política internacional europeia com ênfase nos Estados Nórdico-Bálticos e Rússia.

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