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“CS da ONU” pode votar hoje Resolução contra a Síria

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Está prevista para hoje, dia 4 de outubro, às 18h00 (horário de Brasília) a votação no “Conselho de Segurança da ONU” da Resolução feita pelos europeus (Grã-Bretanha, Alemanha e Portugal) contra o Governo de Bashar Al-Assad.

 

Segundo informações divulgadas na mídia internacional, a Resolução agora proposta é uma redução e amenização das sugeridas anteriormente, apenas levantando a possibilidade de possíveis “medidas” contra o governo sírio no caso de este continuar a repressão contra os manifestantes da oposição.

A incógnita é a Rússia que não se sabe qual será sua atitude, já que tem anunciado vetar qualquer resolução da ONU contra a Síria para evitar que se repita neste país o que ocorreu na Líbia, onde, segundo afirmam, houve invasão externa.

Alguns diplomatas declaram que Moscou está sob pressão moral internacional podendo isto interferir no seu julgamento e levá-los a aprovar a resolução do “CS da ONU”. Outros evitam arriscar qualquer opinião, pois está claro que o governo russo não deseja perder espaço de influência nesta região como perdeu na Líbia, com o diferencial da proximidade de suas fronteiras e de ser uma área sensível geoestrategicamente.

O ponto de análise, de acordo com observadores, está no fato de que não são definidas sanções, mas apenas um recado de que a ONU está preparada para fazê-las, caso se mantenha a situação no país. Nas palavras de um diplomata para a Reuters, cujo nome não foi divulgado, “Se for aprovada, irá enviar uma mensagem forte para Damasco”*.

A questão está em ficar claro se esta Resolução dará o direito de aplicação de sanções, ou se é apenas um aviso. Caso dê o direito automático de aplicações no futuro, vários analistas acreditam que certamente a Rússia vetará.

Se isto não estiver presente, se a Resolução representar apenas uma manifestação de descontentamento internacional e de que se está próximo do limite de tolerância, os observadores se revezam entre afirmar que os russos apoiarão o ato para evitar diálogos desagradáveis com as demais grandes potências, graças a pressão que estão recebendo, ou se absterão, evitando confrontos imediatos com os sírios, mas, neste caso, terão de mandar para Damasco uma delegação visando negociar rapidamente uma medida de apoio a Assad.

Conforme ainda o diplomata entrevistado pela Reuters, “Eu considero que seis meses de protestos e nenhum sinal de um fim da violência contra manifestantes em grande parte pacíficos significam que eles não irão bloquear uma tentativa de incrementar uma abordagem mais proativa”*, no entanto, desde que fique apenas nisso, pois para os russos a situação síria envolve mais que os problemas internos deste país. Além dessas possibilidades, não se descarta que a discussão sobre a Resolução seja adiada, caso fique claro que será vetada pela Rússia e receberá contraposição  intensa de outros membros do Conselho.

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* Fonte:

http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5391856-EI17594,00-ONU+planeja+votar+resolucao+contra+Siria+nesta+tercafeira.html

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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