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[:pt]“Cybereconomia” e “Crescimento Verde”: principais agendas da China[:]

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Na Nota Analítica “Lenta e gradativamente, Alemanha se aproxima da China, líder dos Brics”, alertamos que no último encontro da chanceler alemã Angela Merkel com o primeiro-ministro chinês Li Keqiang, em junho de 2016, foram tratados assuntos econômicos urgentes, de apelo relativamente emergencial das indústrias de ambos as potências.

Deve-se destacar que assuntos importantes em pauta desde a visita da autoridade alemã a China, em 2015, tinham sido discutidos em abril de 2016, na conferência “Alemanha e China – Parceiros de Transformação de Energia: Truques de Crescimento”, quando o Ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, discursou em Beijin. Ali forma pautadas e discutidas: a “digitalização”, o “crescimento verde” e a “economia criativa”, que são tópicos da agenda econômica estratégica, abrangente e de longo prazo da China.

Na Conferência deste ano (2016), o Ministro das Relações Exteriores da Alemanha chamou a atenção para o fato de ambas as potências serem os países mais populosos de seus respectivos continentes e para a necessidade de manutenção da paz, exortando os chineses a adotarem os seguintes procedimentos:

1) a utilização mais econômica dos recursos ambientais;

2) a redução da poluição e do impacto ambiental sobre o clima e;

3) a promoção da dissociação do crescimento econômico com o consumo de recursos naturais, de forma gradual.

O discurso de Steinmeier se coaduna com o 13º Plano Quinquenal da China (2016-2020)[1], que estabelece política de desenvolvimento econômico inclinado à inovação digital e à “economia verde”, com destaques para:

1- a previsão de aumento do PIB per capta para US$ 7,800.00;

2- mais segurança jurídica e aperfeiçoamento do sistema legal para eficácia das leis antipirataria e direitos humanos;

3- aumento da concorrência – leia-se maior abertura ao capital estrangeiro – nos setores elétrico, de telecomunicações, transporte, petróleo e gás natural e outros serviços públicos de monopóplio do Estado;

4- ênfase na cybereconomia, com a implementação do programa “Internet+” de desenvolvimento por meio da integração de tecnologia da informação às atividades manufatureiras;

5- maior autonomia política e econômica às Universidades;

6- reformas no campo e garantia de direitos de produção agrícola;

7- segurança alimentar de grãos;

8- reforma fiscal;

9- reforma financeira para incentivar investimentos;

10- melhoria dos meios de subsistência nas grandes cidades;

11- assegurar direitos de agricultores, mesmo para aqueles que trabalham nas cidades, por conta do crescimento acelerado das favelas;

12- promoção da cultura on-line, com a integração das mídias tradicionais com a eletrônica, e aceleração da digitalização;

13- reforma das Forças Armadas até 2020;

14- “desenvolvimento verde”;

15- proteção do meio ambiente e fontes de recursos naturais;

16- incentivo ao uso de veículos elétricos;

17- proteção de fontes de água potável e lençois freáticos;

18- sistema de monitoramento em tempo real de emissores de agentes poluentes;

19- proibição do desmatamento e incentivo ao reflorestamento;

20- maior abertura do mercado financeiro;

21- política de cooperação internacional no espaço, internet, profundezas do mar e polos norte e sul;

22- aumento de investimentos para redução da pobreza;

23- reforma do ensino para alcançar padrões internacionais;

24- cooperação empresa-escola para produzir mão-de-obra qualificada;

25- maior cobertura social aos residentes na China;

26- “ajustes razoáveis” nos fundos-de-pensão;

27- aumento gradual da idade mínima de aposentadoria;

28- seguros de saúde suplementar;

29- reforma “avançada” dos hospitais públicos;

30- permissão para que cada casal tenha até dois filhos;

31- aprendizado acerca da estrutura de liderança e maior profissionalização de recursos humanos;

32- proposta de criação de um banco-de-dados nacional com informações básicas acerca da população, para melhoria dos serviços de crédito pessoal e de resposta às questões de saúde mental.

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Imagem (Fonte):

http://www.chinadaily.com.cn/m/drc/2015-11/24/content_22514938.htm

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Notas:

[1] O primeiro Plano Quinquenal da China data de 1953, ainda sob a liderança de Mao TséTung.

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Marcelo de Montalvão - Colaborador Voluntário

Graduado em Direito (2000) pela Universidade da Amazônia, é diretor da Montax – Inteligência & Investigações e autor de Inteligência & Indústria – Espionagem e Contraespionagem Corporativa. Pesquisa Marketing de serviços, Guerra Econômica, Economia Política e áreas afins. Como Advogado criminalista, tem foco em ações antilavagem de dinheiro para Recuperação de ativos desviados de fraudes.

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