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Defender para frente, a nova abordagem cibernética do Pentágono

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Além da publicação da primeira estratégia completa sobre segurança cibernética, em 15 anos, o Governo norte-americano divulgou, no final de setembro (2018), projeto, nessa mesma área, elaborado pelo seu Departamento de Defesa.

Selo do Departamento de Defesa dos Estados Unidos

O plano do Pentágono enfatiza a competição estratégica de longo prazo, no âmbito do ciberespaço, que os Estados Unidos travam com China e Rússia, destacando, respectivamente, a alegada subtração de informações de diversos setores norte-americanos protagonizada pela China e a acusada influência no processo democrático estadunidense, supostamente desencadeada por atuação russa.

A partir dessas ameaças, pode-se afirmar que, comparada aos projetos anteriores elaborados durante o mandato do presidente Barack Obama, a atual estratégia cibernética do Pentágono possui uma característica mais agressiva, representada, principalmente, pela ênfase do documento na chamada “defesa para frente” (defend forward), que consiste em “interromper a atividade cibernética maliciosa na sua origem”, confrontando, dessa forma, ameaças aos EUA antes de elas conseguirem acessar as redes norte-americanas.

Com base nessa diretriz, o Departamento de Defesa teria maior autonomia para realizar ações preemptivas que desestimulassem prováveis ataques cibernéticos àquele país. Deve-se destacar, no entanto, que, apesar de o conceito ter sido introduzido apenas nesse documento recém-publicado, na prática, iniciativas que poderiam se encaixar sob a denominação de “defesa para frente” já são realizadas pelas forças norte-americanas há algum tempo.

Entre as principais críticas feitas a essa abordagem mais agressiva protagonizada pelos EUA no ciberespaço, pode-se destacar o receio de que a atitude amplie a escalada dos conflitos cibernéticos. Ademais, receia-se que o menor prazo para identificar a autoria de possíveis ataques enseje uma retaliação contra um alvo errado.

Ainda que seja objeto de reprimendas, essa nova abordagem parece estar alinhada ao diagnóstico realizado por altos oficiais norte-americanos, como o general Paul Nakasone, diretor da Agência Nacional de Segurança, segundo o qual, os adversários dos EUA ainda não testemunharam uma retaliação forte o suficiente para que fossem incentivados a mudar sua conduta perniciosa no ciberespaço.

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Fontes das Imagens:

Imagem 2 Prédio do Pentágono” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/The_Pentagon#/media/File:The_Pentagon,_cropped_square.png

Imagem 2 Selo do Departamento de Defesa dos Estados Unidos” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/United_States_Department_of_Defense#/media/File:United_States_Department_of_Defense_Seal.svg

Danilo Reis - Colaborador Voluntário

Mestre em Relações Internacionais (UEPB), especialista em Direito Internacional e Comércio Exterior (UnP) e bacharel em Relações Internacionais (UnP). É professor universitário e coordenador acadêmico, interessa-se por temas como: Cooperação Internacional em Ciência, Teconolgia e Inovação; Diplomacia Científica; Technopolitics e Peace Innovation.

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