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Definidas para outubro de 2014 as eleições presidenciais bolivianas

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Ontem, dia 23 de setembro, foi disseminado na mídia que as eleições presidenciais bolivianas ocorrerão em outubro do ano que vem, 2014, mas ainda não estão estabelecidas as datas precisas para o evento. De acordo com a declaração de Dina Chuquimia, funcionária do “Tribunal o Supremo Eleitoral” (TSE), “com base na análise feita por minha autoridade, prevejo que as eleições possam ser em outubro de 2014, e podemos fazer a convocação entre abril e maio desse ano[1].

Em síntese, trata-se de uma previsão, pois, como as datas não estão estabelecidas, o calendário pode mudar, mas a ideia é que o Presidente assuma em janeiro de 2015, podendo ocorrer o segundo turno eleitoral entre outubro de 2014, data prevista para o suposto primeiro turno, e a posse presidencial.

Morales tenta sua terceira reeleição, uma vez que conseguiu garantir na justiça o direito de participar deste pleito alegando que não se trata da segunda reeleição consecutiva, mas da primeira, pois quando foi eleito em 2005, com 54% dos votos, tratou-se de uma eleição submetida à Constituição antiga, a qual foi substituída; enquanto a eleição de 2009, também vencida no primeiro turno, com 64% dos eleitores, tratava-se de uma nova ordem constitucional, razão pela qual este pleito de 2014 será ainda o segundo com a nova Constituição boliviana, o que lhe dá o direito de candidatar-se outra vez.

As tendências de que Morales vença novamente são altas. Os institutos apontam que ele detém entre 40% e 54% das intenções de voto e a oposição está fragmentada, tanto que começam a surgir propostas entre os opositores, por iniciativa do empresário Samuel Doria Medina, um dos possíveis pré-candidatos, que estes apresentem uma candidatura única.

Além disso, o Presidente vem se apresentando dentro do seu país como um líder continental, contando para tanto com apoio das demais lideranças latino-americanas, tanto que recebeu destaque na última reunião do “Foro de São Paulo” e a forma como vem discursando no continente está posicionando-o como o herdeiro de Hugo Chávez, tanto na forma do discurso, como no seu conteúdo, expressivamente na oposição aos EUA e na pregação à esquerda pela America do Sul.

Este papel de herdeiro de Chávez se tornou complicado de ser assumido por Nicolás Maduro, atual presidente da Venezuela, e não está sendo carreado por Rafael Correa, Presidente do Equador, que poderia ter incorporado a personagem, pois vive um momento interessante no seu país, já que está na crista do processo de inclusão social no Equador.  Alguns analistas apontam que essa imagem colocada para Morales, no entanto, não passa de um passo da estratégia coletiva da esquerda regional, que está concentrada em apoiá-lo na eleição do ano que vem.   

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Imagem (Fonte):

Wikipedia.

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://noticias.terra.com.br/mundo/america-latina/eleicao-presidencial-da-bolivia-sera-em-outubro-de-2014,86bee9c8bb941410VgnCLD2000000ec6eb0aRCRD.html

Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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