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[:pt]Departamentos de polícia dos EUA gastam milhões de dólares para monitorar redes sociais de manifestantes e suspeitos de terrorismo[:]

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No dia 18 deste mês (novembro de 2016), foi noticiado pelo jornal estadunidense The Washington Post que vários Departamentos de Polícia dos Estados Unidos (EUA) vêm investindo em softwares de monitoramento. Sua finalidade é averiguar de modo sistemático o que vem sendo postado em redes sociais publicamente, com o objetivo de identificar manifestações feitas por ativistas independentes e/ou suspeitos de terrorismo, e assim poder enviar patrulhas até o local, para evitar possíveis atentados.

Os Departamentos de Polícia que mais investiram no novo sistema de rastreamento virtual pertencem aos Estados da Califórnia, Texas e Flórida, que desembolsaram cerca de US$ 70,000.00, cada um, nos últimos três anos. Segundo relatos policiais, a ferramenta pode ser bastante útil, visto que muitas pessoas publicam nas redes sociais o que presenciam, chegando até a postarem vídeos, algo que as tornam testemunhas cruciais. 

Os programas de softwares contratados possuem a capacidade de ler, interpretar e categorizar milhões de mensagens ao mesmo tempo e em poucos minutos, permitindo que fiquem atualizados de todas as discussões virtuais, em tempo real. Algumas empresas, como a Stakeout, que trabalham com esses softwares, chegam a afirmar ainda que seus programas conseguem “interpretar as nuances de sarcasmo em mensagens, avaliar a credibilidade e influência de uma mensagem”, além de “traçar as relações entre vários usuários de mídias sociais”.

Com a candidatura do presidente-eleito Donald Trump, os softwares tornaram-se essenciais para monitoramento virtual, principalmente para conter as manifestações que tendem a aumentar e que, em sua maioria, são organizadas por meio das redes sociais. Dessa forma, os Departamentos de Polícia e Condados das cidades dos EUA pretendem levar mais a sério qualquer postagem ou comportamento suspeito de qualquer indivíduo, no âmbito virtual.

Apesar dos argumentos a favor da segurança, a ideia de que há mecanismos de softwares monitorando virtualmente, e em tempo real, cada indivíduo, acaba gerando preocupações quanto a privacidade, algo que, com o filósofo Michel Foucault, em sua obra “vigiar e punir”, foi entendido como uma forma encontrada pelo Estado de exercer domínio e controle sobre o indivíduo, utilizando-se do argumento de que são voltados para correção da sociedade e não como punição.

Tal assunto, segundo o teórico, seria uma “fachada” para a intolerância contra qualquer desvio das normas impostas pelo Estado. Desta forma, conforme entende, pode-se considerar que ocorrerão graves implicações para a sociedade, resultantes deste novo método geral contra o terrorismo.

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Imagem Filósofo Michel Foucault” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Michel_Foucault#/media/File:Foucault5.jpg

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Ana Raquel Cordeiro - Colaboradora Voluntária Júnior

Graduada em Relações Internacionais (2014) pela Universidade da Amazônia – PA e profissionalmente atua com gestão de empresas. Áreas de interesse em pesquisa são em Marketing e mídias Internacionais, Conflitos bélicos e étnicos de interesse internacional, dentre outros.

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