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Diante da Crise, aprovação a Nicolás Maduro tem nova queda

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Foi divulgado para a mídia a última pesquisa de opinião realizada pela empresa Datanálisis (entre 4 e 20 de novembro, com 1.293 pessoas) acerca da aprovação que detém o presidente Nicolás Maduro, diante do povo venezuelano. O resultado apontou uma queda de 5,7 pontos percentuais, colocando o índice de aprovação presidencial numa taxa de apenas 24,5%[1]. O resultado colocou o Governo em estado de alerta, uma vez que havia encostas realizadas pelos próprios governantes que acusavam aprovação alta, acima de 60% em alguns segmentos, mas que foram divulgadas como representativas da sociedade como um todo.

Os dados mostram que o país está descontente com a condução governamental e não se descarta a possibilidade de afastamento de Nicolás Maduro. Pelos índices, 85,7% dos entrevistados consideram que a situação da Venezuela é negativa, com acréscimo de 4,1% em relação a este ponto[1].

Nos extremos da avaliação a discrepância é muito grande, pois 37,9% qualificam a gestão do Presidente como muito má e apenas 1,9% é muito boa, ou seja, a distância entre um e outro é de quase 20 vezes, de forma que a situação é tensa, pois a pesquisa, que tem 95% de confiança e 2,66% de margem de erro, apresentou ainda que 71,1% do entrevistados acreditam na possibilidade do afastamento do Presidente de seu cargo no Referendo Revogatório que poderá ser realizado em 2016. Destaca-se o crescimento crescente dessa tendência, com três pontos acima em relação à última pesquisa realizada em setembro[1]

Observadores apontam que, embora haja uma chance para a Oposição, esta, por sua vez, se encontra desarticulada, desunida e sem capacidade de apresentar um programa comum, de forma que não está sabendo tirar proveito do momento, mesmo que Henrique Caprilles, o principal e mais bem avaliado líder opositor, tenha alcançado na pesquisa uma aprovação de 45,8%, com crescimento de 3,7%[1]

Analistas apontam que a situação é crítica e tem trazido uma alta probabilidade de que o Presidente realmente caia, pois começa a correr a convergência de vários fatores, como rejeição popular ao Presidente; a baixa avaliação de sua liderança e gestão; a reprovação de sua administração; a fragmentação dentro da esquerda; divergências internas no Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV); defecções dentro do Governo; contraposição de lideranças que antes eram aliadas; a crise internacional que tem isolado o país, graças a sua política externa; a queda no preço do petróleo, que trouxe à tona a queda nas divisas, logo menos capacidade de investimentos; em síntese, uma confluência de fatores que certamente colocarão o bolivarianos na condição de terem de escolher entre a queda de Maduro, ou  clara possibilidade de ascensão da Oposição, mesmo que esta também esteja desarticulada.

A possibilidade de ascensão dos opositores se apresenta pelo fato de Henrique Caprilles continuar bem avaliado pelo povo e poder se manter como a figura capaz de trazer os  antagonistas do Governo para uma mesma bandeira, mesmo que esta aliança possa ter vida curta, algo que, no entanto, levará o país a uma crise política de cenário imprevisível.

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Imagem (Fonte):

 wikipedia

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.martinoticias.com/content/aprobacion-maduro-cae-24-noviembre/81370.html

Ver Também:

http://www.ntn24.com/noticia/popularidad-del-presidente-nicolas-maduro-cae-57-puntos-y-se-ubica-en-245-33441

Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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