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Dimensionando a crise humanitária na Síria: leituras a partir dos números

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Na última semana de fevereiro de 2018, a região de Ghouta Oriental, na Síria, sofreu um dos maiores bombardeiros já registrado durante a guerra no país – que está em seu sétimo ano – e matou, aproximadamente, 500 pessoas em sete dias. Os ataques ocorreram um dia após o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovar por unanimidade um cessar-fogo de 30 dias. Embora o conflito esteja em curso desde 2011, em parte como fruto das manifestações da Primavera Árabe, os dados demográficos da Síria têm sofrido intensas transformações.

Relação entre os recursos financeiros demandados e recebidos para atender o Plano de Resposta Humanitária da Síria, em perspectiva histórica (2008-2018)

Em 2012, sua população era de, aproximadamente, 22,5 milhões de habitantes e o país era porta de entrada de refugiados, sendo 1,8 milhão do Iraque, 560 mil palestinos e 100 mil armênios. No entanto, de acordo com dados do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (UN OCHA, em inglês), estima-se que 5,6 milhões fugiram da Síria nos últimos sete anos, sendo 48% crianças. Para a Agência Humanitária Mercy Corps, 3,5 milhões foram para a Turquia, 995 mil para o Líbano, 657 mil para a Jordânia e 247 mil fugiram para o Iraque. De um total aproximado de 17 milhões de pessoas que ainda estão em território sírio, 13,1 milhões precisam de assistência humanitária. Além disso, 6,1 milhões de pessoas foram deslocadas internamente no país, em decorrência da violência.

Segundo dados do UN OCHA, os apelos têm permanecido bem aquém do necessário para cobrir as necessidades da população. Em média, de 2012 a 2017, os planos arrecadaram apenas 55,2% dos recursos financeiros para cobrir as suas necessidades básicas. O percentual só foi superior a 60% nos dois primeiros anos. Para 2018, o Escritório calcula a necessidade de US$ 3,32 bilhões para abranger a necessidade do povo sírio.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Imagem do Movimento No War on Syria” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/e/ed/No_war_on_Syria.svg/1024px-No_war_on_Syria.svg.png

Imagem 2 Relação entre os recursos financeiros demandados e recebidos para atender o Plano de Resposta Humanitária da Síria, em perspectiva histórica (20082018)” (Fonte):

https://fts.unocha.org/appeals/629/summary

João Antônio dos Santos Lima - Colaborador Voluntário

Mestre em Ciência Política na Universidade Federal de Pernambuco e graduado em Relações Internacionais na Universidade Estadual da Paraíba. Tem experiência como Pesquisador no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) no projeto da Cooperação Brasileira para o Desenvolvimento Internacional (Cobradi). Foi representante brasileiro no Capacity-Building Programme on Learning South-South Cooperation oferecido pelo think-tank Research and Information System for Developing Countries (RIS), na Índia; digital advocate no World Humanitarian Summit; e voluntário online do Programa de Voluntariado das Nações Unidas (UNV) no projeto "Desarrollar contenido de opinión en redes sociales sobre los ODS". Atualmente, mestrando em Development Evaluation and Management na Universidade da Antuérpia (Bélgica) e Embaixador Online do UNV na Plataforma socialprotection.org.

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