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A Dinamarca decide manter o controle fronteiriço

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Nos últimos meses, o quantitativo de pedidos de refugiados diminuiu nos Estados-parte da União Europeia (UE), devido ao arrefecimento da crise humanitária e da imposição do controle fronteiriço que alguns países adotaram com a intenção de garantir a logística e a distribuição dos altos ingressos.

Em 2016, a Dinamarca interpôs maior vigilância fronteiriça com o propósito de auferir melhor tratamento de asilo aos requerentes que saturavam a estrutura político-social do país. Na ocasião, os limites territoriais do Estado dinamarquês sofreram um revés no âmbito da política de livre circulação de pessoas da EU, e permanecem sob alerta na fronteira com a Alemanha e a Suécia.

Dimitris Avramopoulos, Comissário de Migração da União Europeia (UE)

Atualmente a Europa não experimenta o contínuo fluxo que recebia em 2015, o que acarretou ao Comissário de Migração da UE, Dimitris Avramopoulos, a afirmação, noticiada no Jornal Copenhaguen Post, de que: “As condições para aprová-los já não estão presentes”. O Comissário expressou sua fala ao defender a abertura das fronteiras dinamarquesas cujo prazo acordado vence em 12 de novembro.

Em resposta à declaração do Comissário Avramopoulos, a Ministra da Integração da Dinamarca, Inger Støjberg, retrucou, conforme reportagem do próprio Copenhaguen Post: “É o governo dinamarquês e não a Comissão da UE que decidirá se o controle das fronteiras continuará”. Após 20 meses de retração da circulação de pessoas, os dados apontados pelo Jornal Politiken apresentam regressão significativa nos pedidos de asilo que declinaram de 21.000 requerentes, em 2015, para 2.000 solicitações provisórias.

Os especialistas sinalizam que existe a possibilidade de prorrogação do prazo para a reabertura das fronteiras dinamarquesas cujos motivos envolvem pressões eleitorais, em terceiros Estados, e a ameaça do terrorismo, entretanto entende-se que esta perspectiva pode vir a tornar-se no futuro um pretexto para a afirmação do Estado nacional e, por extensão, no próprio declínio da UE.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Inger StøjbergMinistra da Integração da Dinamarca” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/d/db/Inger_St%C3%B8jberg_foran_Amalienborg_7_april_2009.jpg

Imagem 2 Dimitris Avramopoulos, Comissário de Migração da União Europeia (UE)” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/7/79/Dimitris_Avramopoulos_2015.jpg/640px-Dimitris_Avramopoulos_2015.jpg

Bruno Veillard - Colaborador Voluntário Júnior

Mestrando pelo Programa de Pós-graduação em Sociologia e Política (PPG-SP), e Bacharel em Relações Internacionais pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro vinculado a Universidade Cândido Mendes (IUPERJ/UCAM). Atua na produção de notas analíticas e análises conjunturais na área de política internacional com ênfase nos países Nórdico-Bálticos e Rússia.

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