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Dinamarca: economia e energia sustentável

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No último mês, o Governo dinamarquês anunciou sua inclinação pela redução do imposto verde que incide sobre as empresas de energia, com o objetivo de incentivar a atividade econômica. O déficit de 8 milhões de coroas dinamarquesas ingressaria nos cofres públicos, a fim de financiar parques eólicos ao longo da costa do país, conforme o acordo energético de 2012. Todavia, por carência de recursos, as obras que garantiriam 350 MW de energia limpa podem não ter conclusão em 2020, período de entrega do projeto.

O Ministro dos Negócios e Crescimento do país, Troels Lund Poulsen, afirmou: A economia da Dinamarca está um barranco. Cortar o imposto será uma ajuda significativa para as empresas dinamarquesas que muitas vezes competem com empresas estrangeiras que gozam de impostos e taxas muito mais baixas. Estima-se que a declinação do imposto poderá injetar 70 bilhões de coroas na economia escandinava ao longo da década, pois haverá queda no valor das tarifas residenciais e industriais.

O Governo propõe uma medida gradual a partir de 2017, até alcançar plenitude, em 2021, momento de abolição total do imposto, cuja perspectiva é de colher 5,7 bilhões de coroas para o Orçamento. Além de dar ênfase ao setor produtivo, o Governo dinamarquês deseja adequar suas práticas com a legislação da União Europeia (UE).

A ação contribui para o favorecimento de estímulos no que tange o bem-estar social da população, sobretudo em momentos de adaptação em relação à política de refugiados, entretanto, é preocupante a desconsideração com os princípios da sustentabilidade no setor energético dinamarquês, que deveriam ter maior destaque na atual conjuntura, visto que o aquecimento global impera de forma violenta e o tempo de implantação de mecanismos de reversão é pequeno.  

Segundo analistas, os parlamentares dinamarqueses terão debates intensos nos próximos meses e a decisão final poderá afetar a política ambiental por bastante tempo. Logo, é imprescindível a cautela e o incentivo viável no tocante à política de crescimento econômico, de forma a satisfazer as necessidades de mercado, sem prejuízo da promoção de incentivos sustentáveis.

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ImagemDinamarca” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/3/3d/Denmark_-_Location_Map_%282013%29_-_DNK_-_UNOCHA.svg/1024px-Denmark_-_Location_Map_%282013%29_-_DNK_-_UNOCHA.svg.png

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Fontes consultadas, para maiores esclarecimentos:
[1]
Corte de impostos PSO reduzirá conta alta de energia da Dinamarca” (Acesso: 24.05.2016):

http://cphpost.dk/news/government-to-drop-coastal-wind-turbine-plans.html

[2] Como o governo irá reduzir as faturas de eletricidade” (Acesso: 24.05.2016):

http://www.altinget.dk/artikel/saadan-vil-regeringen-saenke-elregningen

Bruno Veillard - Colaborador Voluntário Júnior

Mestrando pelo Programa de Pós-graduação em Sociologia e Política (PPG-SP), e Bacharel em Relações Internacionais pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro vinculado a Universidade Cândido Mendes (IUPERJ/UCAM). Atua na produção de notas analíticas e análises conjunturais na área de política internacional com ênfase nos países Nórdico-Bálticos e Rússia.

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