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A Dinamarca promove a proteção de minorias religiosas

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No dia 23 do mês passado (agosto) reuniram-se, em Copenhague, capital da Dinamarca, o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Anders Samuelsen, e a Ministra da Cooperação para o Desenvolvimento, Ulla Tørnæs, juntamente com políticos, especialistas, e organizações de fé com o propósito de participarem das discussões sobre a perseguição religiosa no país.

Durante o encontro foi anunciado o incremento de 2 milhões de coroas dinamarquesas no orçamento anual do Ministério dos Negócios Estrangeiros (aproximadamente, US$ 320,742.00, ou R$ 1.014.360,00) com o objetivo de assegurar a proteção de cristãos e minorias religiosas no mundo. O montante é uma subvenção governamental para o período de 2018-2021 e visa atingir as vítimas no Oriente Médio e norte da África.

Anders Samuelsen – Ministro dos Negócios Estrangeiros

O esforço dinamarquês dá primazia aos cristãos devido a herança religiosa predominante no Estado, entretanto o alvo não abrange apenas os adeptos do cristianismo, mas, também, todas as minorias, a exemplo dos ateus. Nesse aspecto, o país busca promover a causa contra a perseguição e, para tal, inseriu responsabilidades próprias no seu programa de segurança e de política externa.

No referente ao tema, o Jornal Copenhagen Post traz a afirmação do ministro Samuelsen: “Os cristãos e outras minorias religiosas estão sob coação em muitas partes do mundo. […] O fortalecimento da cooperação internacional para a proteção das minorias cristãs é uma prioridade do governo. Devemos trabalhar para promover a liberdade religiosa no mundo, conforme divulgado pela estratégia externa e de segurança do governo. Todos devem poder livremente praticar sua religião sem temer a perseguição ou a discriminação.

O Jornal Kamikposten noticiou a fala da ministra Tørnæs sobre a importância do assunto: “Como um país cristão e livre, a Dinamarca tem uma responsabilidade especial de ajudar também nos países em desenvolvimento para que possam praticar sua religião em paz e liberdade. […]. Portanto, é crucial que trabalhemos em estreita colaboração com a sociedade civil, em particular as organizações que se baseiam em uma base religiosa”.

Analisa-se a atitude do Estado dinamarquês como um fator positivo para seu convívio social interno, e especialmente na prevenção contra a perseguição religiosa, que costuma não ter espaço de projeção no âmbito da política internacional. Entretanto, sinaliza-se que o baixo orçamento, ainda na hipótese de progressivo acréscimo, constitui-se em medida pequena frente aos desafios da realidade. Almeja-se que terceiros Estados sigam o exemplo dinamarquês e implementem programas semelhantes para dar assistência aos que sofrem.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Igreja Vigerslev Copenhague” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/5/52/Vigerslev_Kirke_Copenhagen_interior_from_altar.jpg

Imagem 2 Anders Samuelsen Ministro dos Negócios Estrangeiros” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/9/9d/Anders_Samuelsen_taler_under_Folkem%C3%B8det_2016_%28cropped_to_torso%29.jpg

 

Bruno Veillard - Colaborador Voluntário Júnior

Mestrando pelo Programa de Pós-graduação em Sociologia e Política (PPG-SP), e Bacharel em Relações Internacionais pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro vinculado a Universidade Cândido Mendes (IUPERJ/UCAM). Atua na produção de notas analíticas e análises conjunturais na área de política internacional com ênfase nos países Nórdico-Bálticos e Rússia.

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