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Poucas nações no mundo tiveram a honra de sediar os Jogos Olímpicos. O evento, que teve sua origem na Antiga Grécia, no século VIII antes de Cristo, e foi recuperado no final do século XIX depois de Cristo – com o nascimento do Comité Olímpico Internacional, reúne a elite do esporte mundial e nações de todo o planeta em uma cidade diferente a cada 4 anos.

Durante algumas semanas, esportistas e profissionais de diversas nações e culturas competem pelos louros da vitória, deixando de lado diferenças econômicas, raciais, de orientação política, ideológica, sexual ou religiosa. Todas essas questões passam para um segundo plano, exceto a competição esportiva.

O chamado “Espirito Olímpico” em muito se assemelha ao espirito diplomático, pois trata de gerar colaboração e respeito mútuo entre os diferentes atores que competem no cenário internacional.

Não é de estranhar que as cidades olímpicas ficam marcadas por esse espírito e venham a integrar um grupo seleto dentro do panorama internacional. Cidades como Barcelona, Atlanta, Sidney, Atenas, Pequim, Londres e Rio de Janeiro passam a associar o conhecimento geral e o imaginário coletivo, sendo possível consolidar essa marca através de um projeto, transformando a cidade em um polo de relevância política, econômica e social.

Algumas cidades como Barcelona, Pequim e Londres conseguiram implementar projetos de sucesso, transformando-se em centros de referência em setores alavancados pela realização dos jogos. Mais especificamente, Barcelona e o distrito inteligente [email protected]; Londres e a integração dos serviços e utilização de plataformas virtuais para negócios transformadores; e Pequim, com a inovação urbana e incentivos para a indústria criativa. Outras sedes, como Atenas, no entanto, não conseguiram gerar um legado produtivo para a cidade e para o país.

A destacar que as Cidades Olímpicas originam sinergias entre elas e atuam através da paradiplomacia no panorama internacional, sendo um processo contínuo que não se interrompe após a conclusão dos jogos.

O Rio de Janeiro, cidade sede dos Jogos Olímpicos de 2016, deseja alavancar o setor da Tecnologia como legado para a cidade. A mesma já está sendo assessorada pelas autoridades responsáveis pelos Jogos de Barcelona 92, sendo está uma atividade paradiplomática entre ambas as cidades e um projeto de longo prazo.

Empresas, órgãos públicos e sociedade também fazem parte do legado Rio2016, pois a cidade planeja se transformar no principal polo de tecnologia e multimídia da América Latina, aliando o potencial das empresas localizadas na cidade (IBM, CISCO, Itália Telecom, OI), com projetos públicos desenvolvidos para implementar o setor e com a formação da sociedade carioca e sua adesão ao projeto de um novo Rio de Janeiro.

A Diplomacia Olímpica mostra como existem diversos canais de comunicação internacional fora dos tradicionais, engessados pela política externa e estratégia dos países, e abre caminhos para a cooperação e colaboração, que podem beneficiar não somente a cidade sede como também o conjunto dos países participantes, sendo uma oportunidade importante para o Rio de Janeiro, assim como tem sido um marco para muitas outras cidades que tiveram o privilégio de se transformar em Cidades Olímpicas.

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Imagem (Fonte):

https://ww2.baguete.com.br/admin//cache/image/noticias/2015/09/1442411831_Rio2016lazyllamashutterstock.jpg

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Wesley S.T Guerra - Colaborador Voluntário Sênior

Atua como consultor internacional na área de Paradiplomacia para o Escritório Exterior de Comércio e Investimentos do Governo da Catalunha. Formado em Negociações e Marketing Internacional pelo Centro de Promoção Econômica de Barcelona, Bacharel em Administração pela Universidade Católica de Brasília, especialista pós-graduado em Ciências Políticas e Relações Internacionais pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo – FESPSP, MBA em Novas Parcerias Globais pelo Instituto Latinoamericano para o Desenvolvimento da Educação, Ciência e Cultura e mestrando em Polítcias Sociais em Migrações na Universidad de La Coruña (España). Fundador do thinktank NEMRI – Núcleo de Estudos Multidisciplinar das Relações Internacionais. Especialista em paradiplomacia, acordos de cooperação e transferência acadêmica e tecnológica, smartcities e desenvolvimento econômico e social. Morou na Espanha, Itália, França e Suíça.

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