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Disputas territoriais afetam negociações no ASEAN

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A “Associação de Nações do Sudeste Asiático” (ASEAN) tem grande problema em resolver as questões que envolvem pontos de discordância entre as nações que são membros da entidade. Os constantes atritos territoriais que ocorrem na região constituem o principal fator para que haja desacordo em assuntos pertinentes ao grupo.

Como exemplo, a ASEAN agendou uma reunião com seus membros para a segunda semana de outubro, na cidade de Brunei, mas ainda não se tem certeza da participação da China, do Japão e da “Coreia do Sul”, países que mantêm constantes desentendimentos em questões territoriais. Os três países ganharam o respeito e se tornaram importantes no grupo desde o ano de 1999, sendo bem efetivos, exceto quando houve atritos diplomáticos entre eles.

Neste momento, os membros da ASEAN estão preocupados com as atitudes conservadoras do Japão em relação a ilhas no sudeste e no leste asiático, ilhas que ele disputa com chineses, coreanos, taiwaneses e até com russos, e sobre as quais, o governo japonês não admite abdicar de sua soberania. Uma fonte da entidade afirmou para a Younhap: “Considerando as atuais circunstâncias, é improvável realizar a cimeira trilateral, a menos que haja um novo impulso”[1].

Desde a era colonial japonesa, que teve seu fim no século XX, muitos territórios em todo o continente asiático foram devolvidos para seus países de origem, porém, alguns arquipélagos próximos das três ilhas que compõem o Estado japonês foram mantidas sobre custódia do Japão. Tais territórios possuem riquezas naturais, tem importância estratégica para a economia e, também por isso, tornaram-se objeto de atritos diplomáticos entre Tokio e seus vizinhos.

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Fonte consultada:

[1] Ver:

http://spanish.yonhapnews.co.kr/national/2013/09/22/0300000000ASP20130922000600883.HTML

Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

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