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Documentos militares referentes à “Guerra suja” na Argentina poderão ser divulgados pelos EUA

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Após a visita do Presidente dos EUA, Barack Obama, a Cuba, foi a vez de a Argentina receber o Chefe de Estado Norte-Americano, em mais um ato simbólico das Relações Internacionais, visto que, desde a viagem de Bill Clinton, em 1997, esta foi a primeira visita oficial de um Presidente estadunidense em território argentino. No entanto, o que mais marcou a chegada de Obama ao país sul-americano foi o momento de sua visita, que coincide com o 40º Aniversário do Golpe de Estado de 24 de março de 1976, ocorrido na Argentina.

Embora a Argentina tenha tido seis golpes de Estado, o de 1976 foi o mais recriminado, devido aos abusos cometidos contra os Direitos Humanos. Ao todo, foram, aproximadamente, 30.000 (trinta mil) pessoas desaparecidas. O Golpe Militar que derrubou a presidente María Estela Martínez de Perón, que, segundo disseminado na mídia, teve inicialmente apoio dos EUA, foi acusado de sequestrar, torturar e assassinar milhares de dissidentes e suspeitos políticos de todos os espectros políticos e categorias profissionais. A Argentina só voltou à Democracia em 1983.

Quarenta anos após esse incidente, os EUA, por meio de um pedido do Governo argentino, poderá tornar público documentos militares e de agências de inteligência deste período, o qual ficou conhecido como Guerra suja” (1976-1983). Entre os documentos poderão ser incluídos registros de segurança dos EUA, em especial de suas Secretarias de Estado e de Defesa, bem como arquivos das Bibliotecas Presidenciais no Arquivo Nacional.

O motivo para liberação dos arquivos se dá em decorrência da liberação de mais de quatro mil mensagens do Departamento de Estado, em 2002, dentre outros, de documentos que fazem referência a abusos contra os Direitos Humanos no período iniciado em 1976.

Segundo a Conselheira de Segurança Nacional dos EUA, Susan Rice, o Governo Norte-Americano está disposto a contribuir com a Argentina na cicatrização do ocorrido em 1976, almejando colaborar com o avanço do país como uma só nação. A visita de Barack Obama foi um grande destaque nessa nova fase em que EUA e Argentina buscam unir-se, em prol da defesa dos Direitos Humanos.

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Imagem (Fonte):

http://www.diariochaco.com/noticia/organizaciones-politicas-y-de-derechos-humanos-marchan-plaza-de-mayo-38-anos-del-golpe-de

Ana Raquel Cordeiro - Colaboradora Voluntária Júnior

Graduada em Relações Internacionais (2014) pela Universidade da Amazônia – PA e profissionalmente atua com gestão de empresas. Áreas de interesse em pesquisa são em Marketing e mídias Internacionais, Conflitos bélicos e étnicos de interesse internacional, dentre outros.

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