LOADING

Type to search

Share

[:pt]

Desde o dia 20 de janeiro, quando ocorreu a posse do presidente-eleito dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, as promessas de sua campanha começaram a ser postas em prática, entre elas estão os assuntos mais comentados na imprensa internacional: a saída dos EUA do Acordo de Associação Transpacífico (TPP) e a criação do muro que fará fronteira com o México. Porém, o tema que anda preocupando o Sistema Internacional, de forma intensa, tem sido a decisão de Trump em reduzir o financiamento estadunidense à Organização das Nações Unidas (ONU).

A notícia veio a público no dia 25, quarta-feira passada, por meio do jornal internacional The New York Times (NYT). Segundo ele, a porta-voz da Secretaria Geral da ONU, Stephane Dujarric, afirmou que a administração de Trump almeja, por meio de um Decreto, fazer reajustes de 40%, ou até cortes, nas contribuições financeiras dos EUA a várias agências da ONU e organizações internacionais, além de revisar vários Tratados em que o país norte-americano esteja inserido.

Segundo a reportagem do NYT, uma comissão deverá ser realizada para definir e recomendar quais órgãos internacionais deixarão de ter o financiamento ou a redução do mesmo. Até lá, alguns critérios para que isso aconteça já foram determinados.

O Decreto chamado de “Auditoria e Redução do Financiamento dos EUA para as Nações Unidas” poderá encerrar o fornecimento de dinheiro para agências que reconheçam a Autoridade ou a Organização para Libertação da Palestina. Serão encerrados também, o financiamento para aquelas agências que promovam qualquer tipo de atividade contrária às sanções ao Irã e à Coreia do Norte e até mesmo para aquelas que apoiam o aborto.

Ainda segundo o NYT, também estão na “lista negra” de redução ou cortes de financiamento, aquelas organizações controladas por Estados que apoiam o terrorismo ou que possuem qualquer influência de Estados suspeitos de violação aos Direitos Humanos. Além disso, uma ordem adicional já foi decretada para pedir recomendações sobre acordos que poderão, eventualmente, ser revogados, além de exigir a revisão dos Tratados multilaterais.

O motivo para a decisão de Trump em relação a ONU, considerada por analistas internacionais como “radical”, pode ter sido desenvolvida devido seus conceitos formados sobre a Organização. Alguns dos argumentos foram pronunciados pelo próprio Presidente durante coletivas de imprensa no mês de dezembro (2016), segundo ele, a ONU “não resolve nada e só causa problemas”, além de servir como “um clube para as pessoas se reunirem e passarem um bom tempo”.

O NYT teve acesso a alguns rascunhos sobre o Decreto que estabelece a redução do financiamento e, nele, consta que a mesma comissão que servirá para analisar quais órgãos poderão ter seu financiamento reduzido ou cortado, poderá também estudar, analisar e fiscalizar as Missões de Paz da ONU, o Tribunal de HAIA, que é o principal órgão jurídico da Organização, e o Fundo de População da ONU, que é responsável por supervisionar programas de saúde materna e reprodutiva.

Segundo Dujarric, a nova administração está consciente do ambiente atual e por conta disso expressou confiança de que tanto a ONU quanto os EUA “irão trabalhar juntos e superar todas essas questões”. Atualmente, os EUA são responsáveis por “22% do orçamento operacional da ONU e financiam 28% das 16 missões de paz, que custam em média, 7,8 bilhões de dólares anuais”.

———————————————————————————————–                    

Imagem 1 Trump faz o juramento de posse como presidente, em 20 de janeiro de 2017” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Donald_Trump#/media/File:Donald_Trump_swearing_in_ceremony.jpg

Imagem 3 Esboço de Franklin Roosevelt, feito em 1943, que mostra as três agências principais das Nações Unidas: a Four Policemen, um ramo executivo, e uma assembleia internacional de quarenta estadosmembros” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Organização_das_Nações_Unidas#/media/File:United_Nations_organization_sketch_by_Franklin_Roosevelt_with_the_Four_Policemen_in_1943.jpg

Imagem 3 Sala do Conselho de Segurança, em Nova York” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Organização_das_Nações_Unidas#/media/File:UN-Sicherheitsrat_-_UN_Security_Council_-_New_York_City_-_2014_01_06.jpg

 Imagem 4 Palácio da Paz, em Haia, sede da CIJ” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Tribunal_Internacional_de_Justiça#/media/File:International_Court_of_Justice.jpg

[:]

Ana Raquel Cordeiro - Colaboradora Voluntária Júnior

Graduada em Relações Internacionais (2014) pela Universidade da Amazônia – PA e profissionalmente atua com gestão de empresas. Áreas de interesse em pesquisa são em Marketing e mídias Internacionais, Conflitos bélicos e étnicos de interesse internacional, dentre outros.

  • 1

Deixe uma resposta

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

×
Olá!