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A minoria drusa é dissidente do islamismo e compõe uma comunidade fechada que mantém os segredos de sua fé para evitar as perseguições. Uma das características marcantes dessa minoria é a fidelidade que ela tem com o Governo dos países em que vive. Atualmente, os drusos habitam principalmente no Líbano, na Síria, em Israel e na Jordânia e o idioma por eles falado é o árabe. Assim como os cristãos e os yazidis, atualmente, os drusos da Síria, que são 3% da população[1], se encontram sob a ameaça de grupos rebeldes sunitas que lutam na Guerra Civil daquele país.

As principais áreas de risco são Jabal alArab e os Montes Golã, sendo que o último é ocupado por Israel desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967. A aldeia de Hader, localizada no lado sírio da linha de cessar-fogo dos Montes Golã, está cercada pelas forças rebeldes[2]. Há alguns dias, 20 aldeões drusos foram mortos após entrarem em confronto com os combatentes da Frente alNusra, grupo irregular filiado à alQaeda que guerreia para pôr fim ao Governo de Bashar alAssad[3].

De acordo com a imprensa da região, Hader é a única aldeia que está sob o controle do regime sírio. As demais áreas nas proximidades da fronteira com Israel estão sob o domínio rebelde[4]. A comunidade drusa, em Israel, pediu ajuda aos EUA para obter proteção contra os rebeldes sunitas. Apesar de a maior parte dos drusos estarem na Síria, as lideranças da comunidade também estão exigindo a intervenção israelense, na medida em que há um acordo de cooperação entre o Estado de Israel e os drusos[5]. Segundo informações, se os combates por parte dos rebeldes persistirem, é possível que os drusos avancem para osMontes Golã, do lado israelense, tornando-se refugiados naquele país. Esta é uma hipótese que não está a ser ignorada peloGoverno de Israel[6]. O primeiroministro Benjamin Netanyahu afirmou que o país está “acompanhando de perto o que está a acontecer próximo das nossas fronteiras[7], declarando que ele já havia dado “instruções para fazer o que for necessário[7].

Apesar de as Forças de Defesa de Israel (IDF) terem avaliado que a aldeia de Hader não corre o risco de ser tomada de imediato pelos rebeldes, elas consideram a possibilidade da continuidade dos combates nas proximidades daquele aglomerado populacional[8]. De novo, a existência de uma minoria está em risco ante o avanço dos insurgentes sunitas na Síria, cujo regime tem recuado, tornando-se incapaz de os deter.

Israel que, até hoje, tem se mantido neutro em relação à Guerra Civil síria, poderá começar a se preocupar não somente com os possíveis refugiados drusos, a quem o país já afirmou que, se necessário, oferecerá assistência humanitária[9], mas com os grupos irregulares que, ao ampliarem a sua área de domínio, se aproximam das fronteiras de Israel e, principalmente, dos estratégicos Montes Golã.

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Imagem Os xeiques, ou idosos, drusos são os guardiões da teologia” (Fonte):

https://margaridasantoslopes.files.wordpress.com/2015/03/drusos.jpg 

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www.minorityrights.org/5279/syria/druze.html

[2] Ver:

http://www.ynetnews.com/articles/0,7340,L-4669701,00.html

[3] Ver:

http://www.ynetnews.com/articles/0,7340,L-4669701,00.html

[4] Ver:

http://www.jpost.com/Israel-News/Analysis-Israel-is-not-facing-a-Druze-refugee-crisis-but-it-is-ready-for-one-406391

[5] Ver:

http://www.israelnationalnews.com/News/News.aspx/196339#.VYMyJflViko

[6] Ver:

http://www.timesofisrael.com/israel-braces-for-refugees-as-syrian-rebels-surround-druze-town/

[7] Ver:

http://www.skynews.com.au/news/world/mideast/2015/06/18/syrian-rebels-surround-druze-village.html

[8] Ver:

http://www.jpost.com/Israel-News/Analysis-Israel-is-not-facing-a-Druze-refugee-crisis-but-it-is-ready-for-one-406391

[9] Ver:

http://www.jpost.com/Israel-News/Analysis-Israel-is-not-facing-a-Druze-refugee-crisis-but-it-is-ready-for-one-406391

Marli Barros Dias - Colaboradora Voluntária Sênior

Possui graduação em Filosofia (bacharelado e licenciatura) pela Universidade Federal do Paraná (1999), com revalidação pela Universidade de Évora (2007), e mestrado em Sociologia (Poder e Sistemas Políticos) pela Universidade de Évora (2010). É doutoranda em Teoria Jurídico-Política e Relações Internacionais (Universidade de Évora). É professora da Faculdade São Braz (Curitiba), pesquisadora especialista do CEFi – Centro de Estudos de Filosofia da Universidade Católica Portuguesa (Lisboa), e pareceirista do CEIRI Newspaper (São Paulo).

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