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Em referendo, habitantes da Islândia votam contra o pagamento da dívida do país com o Reino Unido e a Holanda

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Enquanto milhares de pessoas saem às ruas das capitais européias para protestar devido a crise que ainda assola a região, é na Islândia que uma “revolta de fato” ocorreu neste domingo, dia 10 de abril, informou o jornal “O Estado de São Paulo”.

 

A população foi às urnas e votou contra um acordo aprovado pelo Governo para reembolsar US$ 5 bilhões à Grã-Bretanha e à Holanda. A decisão foi lamentada pelo primeiro-ministro, Jóhanna Sigurðardótti, que alertou para um “caos politico e econômico” diante do resultado da votação.

Em 2008, o país foi a primeira vítima da crise internacional. Seus principais Bancos faliram e o país sofreu um colapso financeiro. Durante a quebra do sistema bancário, em 2008, a falência de Bancos da Islândia acabou causando prejuízos de quase 4 bilhões de euros para o Reino Unido e Holanda. Cerca de 340 mil britânicos e holandeses haviam depositado seus dinheiros em contas no Banco islandês “Icesave”. Após a falência, autoridades britânicas e holandesas emprestaram dinheiro ao país para tentar aliviar a crise que se instalou.

Com a quebra, o governo da Islândia e os credores chegaram a um Acordo para o pagamento de indenizações. Reino Unido e Holanda usariam este dinheiro para compensar seus 340 mil cidadãos, mas os 320 mil habitantes islandeses passaram a exigir que o assunto passasse por um referendo.

No Reino Unido, o governo anunciou que levará a Islândia às “Cortes Internacionais”, caso se recuse a pagar a dívida. “Estamos decepcionados”, admitiu o secretário-chefe do Tesouro britânico, Danny Alexander, à agência de notícias “BBC”. “Temos a obrigação de recuperar o dinheiro que é dos cidadãos britânicos”, complementou o Secretário.

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Daniela Alves - Analista CEIRI - MTB: 0069500SP

Mestre em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Bacharel em Relações Internacionais, jornalista e Especialista em Cooperação Internacional. Atualmente é CEO do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (CEIRI) e Editora-Chefe do CEIRI NEWSPAPER. Vencedora de vários prêmios nacionais e internacionais da área dos Direitos Humanos. Já palestrou em várias cidades e órgãos de governo do Brasil e do Mundo sobre temas relacionados a profissionalização da área de Relações Internacionais, Paradiplomacia, Migrações, Tráfico de Seres Humanos e Tráfico de órgãos. Trabalhou na Coordenadoria de Convênios Internacionais da Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo e na Assessoria Técnica para Assuntos Internacionais da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Governo do Estado de SP. Atuou como Diretora Executiva Adjunta e Presidente do Comitê de Coordenação Internacional da Brazil, Russia, India, China, Sounth Africa Chamber for Promotion an Economic Development (BRICS-PED).

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