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Rússia resolve problemas de fronteira com Noruega no Ártico e se preocupa com movimentos da OTAN

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O presidente da Rússia, Dimitri Medvedev, assinou Acordo com primeiro-ministro norueguês, Jens Stoltenberg, em Murmansk (“Mar de Barents”, perto da fronteira norte da Noruega, no “Círculo Polar Ártico”), pondo fim a um problema fronteiriço que se estendia por 40 anos.

Resolveram-se às reivindicações sobre uma área de 175 mil Km2 num lugar rico em gás natural, com reservas suficientes para suprir a demanda mundial por um ano, de acordo com os dados divulgados por técnicos da Gazprom, empresa russa de exploração de hidrocarbonetos.

Segundo divulgação do governo, a situação foi pacificada pelo compromisso assumido de que a exploração de gás e petróleo na região terá de ser feita conjuntamente, da mesma forma que as atividades de pesca que forem liberadas.

Segundo a legislação internacional existente para a região, há cinco países que possuem território nas margens do “Mar Ártico” (Canadá, Rússia, Noruega, Estados Unidos e Dinamarca) e todos correm para reivindicar exploração das reservas minerais existentes, suponde-se que elas ficarão à disposição, à medida que a camada de gelo do Ártico encolhe.

A Rússia reivindica maior porção, pois alega que o leito do Mar é um prolongamento do seu território continental, argumento que é respaldado pelo dimensão da área russa que faz litoral, comparativamente com os demais pretendentes, alem dos fatores técnicos geológicos.

Com base na importância da região, graças à sua riqueza, o presidente da Rússia está defendendo a Cooperação pacifica e técnica para explorar o Ártico, como resposta ao fato de a “Organização do Tratado do Atlântico Norte” (OTAN; NATO, em inglês) manter atividades militares na região.

Em suas palavras: “A Federação da Rússia segue com preocupação séria as atividades da NATO no Ártico, que representa uma zona de cooperação econômica. A presença do fator militar coloca sempre questões suplementares. (…). Podemos prescindir da NATO no Ártico, porque contém riquezas comuns que não têm nada a ver com missões militares. Basta utilizar os mecanismos econômicos definidos pelos documentos internacionais que assinamos”.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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