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A Economia do Japão antes do desastre natural e os seus efeitos

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O dia 11 de março de 2011 ficou marcado na história japonesa com um dos maiores desastres naturais sofridos desde sua existência. Enquanto a imprensa internacional divulga as notícias da tragédia e da crise nuclear que está ocorrendo, o país continua trabalhando e, hoje, as autoridades japonesas refazem os planos de sua recuperação econômica.

Antes do desastre, o Japão acumulava uma “Dívida Pública Bruta” de 220% do total de seu PIB (“Produto Interno Bruto”). Uma cifra maior que o dobro do que é produzido pela economia global japonesa durante um ano e, considerando os valores que o país tem a receber, o Japão ainda apresenta uma dívida líquida de 180% do seu PIB. Das dívidas, tem US$ 4,3 trilhões em empréstimos. Destes, cerca de US$ 900 bilhões de empréstimos sem garantias, o que é considerado como “dívidas problemáticas”.

A “United States Geological Survey”, Órgão do governo norte-americano, avalia que existe mais de 70% de probabilidade de a catástrofe ter provocado perdas entre US$ 1 bilhão e US$ 100 bilhões. Ou que existe 39% de chance de o prejuízo ficar entre US$ 1 bilhão e US$ 10 bilhões.

Robert Subbaraman, da instituição financeira japonesa “Nomura Securities”, afirmou em entrevista ao “Wall Street Journal” que, devido as dívidas existentes, o país “não está em uma boa situação para lidar com um desastre natural pesado”.

Analistas econômicos externos consideram que os dados sobre a situação da economia japonesa ainda são muito vagos e as previsões sobre a sua recuperação estão sendo atualizadas de acordo com a mobilização das empresas japonesas e das ações do governo.

A situação econômica se agrava devido ao fato de as indústrias do país terem sido prejudicadas com as dificuldades do racionamento de energia. O país está sofrendo com a escassez de recursos energéticos, suprimentos e com os problemas nos meios de comunicação, por isso, muitas fábricas estão paradas.

Observadores apontam que o Japão é uma importante peça para a manutenção da economia global. Por isso, a ajuda internacional será fundamental para a restauração do país e, devido aos vínculos diretos, também para a manutenção dos mecanismos que regulam os mercados internacionais.

Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

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