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Afeganistão poderá converter-se na “Arábia Saudita do lítio”

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Na semana passada, um estudo de geólogos norte-americanos, comissionados pelo “Pentágono”, divulgou que o Afeganistão tem quase US$ 1 trilhão em minérios no estado bruto, entre eles o lítio.

O lítio é um componente indispensável para baterias recarregáveis, utilizadas pelos telefones e por computadores portáteis, BlackBerry, iPods e iPads, assim como para acessórios de informática, militares e médicos, por isso é um elemento importante para as companhias mineiras e tecnológicas.

A Bolívia também conta com uma grande reserva desse metal, estimada em 100 milhões de toneladas, no “Salar Andino de Uyuni”, o maior deserto de sal do mundo, e também poderá se beneficiar pelos novos investimentos no lítio.

O interesse por esse metal centra-se, agora, em torná-lo uma alternativa ao petróleo, focando sua utilização para o funcionamento de veículos elétricos e híbridos, mercado que deve registrar explosão nos próximos anos, como indicou nota da “Agence France Press” (AFP).

Os fabricantes de automóveis japoneses Nissan, Honda e Toyota estão investindo fortemente nesse tipo de veículo, pois não emitem gases de efeito estufa. O jornal “Telegraph” destacou que as baterias de lítio têm sido utilizadas como um meio de baixa emissão de carbono para veículos, e a “Sanyo”, uma das maiores indústrias japonesas de eletrônica, está prestes a começar a produção em massa de uma bateria de íon de lítio para sistemas de painéis solares e carros elétricos.

Segundo uma nota do “Pentágono”, o Afeganistão poderá converter-se na “Arábia Saudita do lítio“. A descoberta de quantidades imensas de ferro, cobre, cobalto, ouro e metais industriais como o lítio poderá transformar o Afeganistão em um dos mais importantes sítios de mineração do mundo.

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Daniela Alves - Analista CEIRI - MTB: 0069500SP

Mestre em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Bacharel em Relações Internacionais, jornalista e Especialista em Cooperação Internacional. Atualmente é CEO do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (CEIRI) e Editora-Chefe do CEIRI NEWSPAPER. Vencedora de vários prêmios nacionais e internacionais da área dos Direitos Humanos. Já palestrou em várias cidades e órgãos de governo do Brasil e do Mundo sobre temas relacionados a profissionalização da área de Relações Internacionais, Paradiplomacia, Migrações, Tráfico de Seres Humanos e Tráfico de órgãos. Trabalhou na Coordenadoria de Convênios Internacionais da Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo e na Assessoria Técnica para Assuntos Internacionais da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Governo do Estado de SP. Atuou como Diretora Executiva Adjunta e Presidente do Comitê de Coordenação Internacional da Brazil, Russia, India, China, Sounth Africa Chamber for Promotion an Economic Development (BRICS-PED).

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