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AIE declara a China como a maior consumidora de energia do mundo

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Segundo à “Agência Internacional de Energia” (AIE), a China ultrapassou os Estados Unidos como maior consumidora de energia do mundo. Embora tenha destronado os norte-americanos, os chineses não os vencem em termos de consumo per capta.

A AIE divulgou dados de que o país asiático consumiu o equivalente a 2,252 bilhões de toneladas de petróleo no ano de 2009, cerca de 4% a mais que os EUA. Este aumento do consumo chinês ultrapassou o norte-americano antes que os economistas da AIE esperavam.

Segundo Fatih Birol, economista da Agência e citado no “Financial Times”, “em 2000, os Estados Unidos consumiram duas vezes mais energia do que a China. Agora, a China consome mais que os Estados Unidos. (…). Os Estados Unidos chegaram a uma certa saturação para a utilização da energia, mas houve igualmente muitos esforços, em especial desde 2005, para utilizar a energia de maneira mais eficaz”, acrescentou.

Em resposta à divulgação da AIE, a China negou que são os maiores consumidores de energia do mundo e declarou que os dados da agência não são confiáveis. Zhou Xi’na, autoridade do setor energético chinês divulgou que, em 2009, os chineses consumiram apenas 2,1 bilhões de toneladas de carvão e 2,132 bilhões de toneladas de petróleo.

Para alguns analistas, considerar apenas os dados oficiais chineses não é o suficiente para saber o volume total de consumo.

Por outro lado, apenas considerar as especulações de consumo também não é uma fonte “confiável” para se determinar o consumo energético de um Estado. Observando as estratégias energéticas adotadas pelo governo chinês em cooperação com os países em desenvolvimento e desenvolvidos, estima-se que se a China ainda não seja o maior consumidor de energia do planeta, mas logo será.

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Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

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