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Analista mostram dúvidas sobre a anunciada descoberta de uma megarreserva de Gás na Argentina

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Jornais argentinos anunciaram na semana passada que a empresa argentina “YPF”, controlada pela espanhola “Repsol”, havia descoberto  uma “megarreserva” de gás na “Bacia de Neuquén”, região oeste da Argentina. Pelo anunciado, o volume é de 127 bilhões de metros cúbicos, estendendo a vida da reserva em mais 16 anos, uma vez que se previa seu esgotamento para, no máximo, daqui a 6 anos, garantindo tranqüilidade a matriz energética do país.

Observadores avaliam que, em termos comerciais,  talvez não seja possível o que está sendo divulgado, devido aos custos da extração do combustível. Além disso, começam a questionar a forma imprecisa como a YPF fez o anúncio. Ela havia marcado uma cerimônia para o lançamento, tendo convidado o gabinete de ministros do “Governo Federal” e a própria presidente do país, Cristina Fernandez Kirchner, mas, ao fazê-lo, anunciou reservas bem menores do que havia sido proposto, que, se previa, daria autonomia ao fornecimento energético na Argentina por “mais de 50 anos”.

Sebastián Eskenazi, vice-presidente da YPF, afirmou que a produção poderá ser de “entre 4 milhões e 5 milhões de m³ por dia”, mas sem especificar datas para tanto.  O ex-secretário nacional de Energia, Jorge Lapeña, por sua vez, declarou ao “La Nación” que “os anúncios são muito genéricos. Não se sabe se são reservas comprovadas, prováveis, se são simplesmente recursos, nem quanto custa colocar esse gás no mercado. (…). Se tudo isso não se definir, estamos falando de um projeto com um grau de imprecisão que não merece ser considerado concreto”.

A Argentina passa por uma situação em que as reservas energéticas caíram 51% ao longo dos últimos 9 anos, gerando crises de abastecimento e problemas na negociação dos preços do fornecimento boliviano. Acredita-se que a autossuficiência seja, hoje, de apenas 7,8 anos. Por essa razão, observadores estão apontando que o anúncio da reserva poderá apenas estar sendo usado politicamente para a campanha presidencial de 2011.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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