LOADING

Type to search

Apesar do antagonismo com os EUA, Chávez assina acordo bilionário com a empresa Chevron, além de outras petroleiras estrangeiras

Share

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, assinou ontem, quarta-feira, dia 12 de maio, acordos com empresas da Espanha, Índia, Japão e EUA, para a exploração da “Faixa do Orinoco”, nos campos de petróleo de “Carabo 1” e “Carabobo 3”. Estima-se que o valor total poderá chegar a casa dos S$ 40 bilhões, sendo 15 e 20 bilhões por campo.

O leilão do primeiro Campo foi vencido por um consórcio formado pela espanhola “Repsol YPF”, pela “Companhia Indiana de Petróleo & Gás Natural”, pela estatal da Malásia (Malaysia’s Petroliam Nasional Bhd) e algumas empresas menores da Índia. Exige-se do consórcio formado pelo conjunto destas empresas o pagamento inicial de US$ 1,05 bilhão.

O leilão de “Carabobo 3” foi vencido pelo Consórcio constituído pela norte-americana “Chevron” e pelas japonesas “Mitsubishi” e “Inpex”. De acordo com anunciado, o pagamento inicial será de US$ 500 milhões, na sua assinatura, com a “Chevron” sendo responsável por cerca de US$ 425 milhões, já que é a majoritária da parceria. Os acordos serão de joint venture com a estatal venezuelana “PDVSA” (Petróleos de Venezuela S.A.)

Analistas têm interrogado sobre os riscos que correrão ambos os Consórcios, uma vez que o trabalho com a estatal “PDVSA” coloca em risco questões tecnológicas, além da pouca credibilidade internacional que tem o governo venezuelano para o cumprimento dos acordos firmados, tendo vários exemplos com seguidas ameaças e processos de estatizações de empresas privadas, na conduta denominada pelo governo do país como nacionalização.

Com a segunda maior reserva de petróleo do mundo, a pretensão de Chávez é duplicar a produção venezuelana até 2021, e para isso terá de iniciar a exploração da “Faixa do Orinoco”. Em seu discurso declarou que estas empresas devem ficar tranqüilas. “Não se preocupem que não haverá mudança de governo em curto prazo. Não precisam se preocupar com o que acontecerá depois de Chávez“, disse o mandatário venezuelano, sem entrar em detalhes com a dubiedade da frase “não precisam se preocupar com o que acontecerá depois de Chávez”. Analistas têm apontado que tais acordos lhe darão mais fôlego para vencer às crises política e econômica pela qual passa o seu governo.

Tags:
Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

  • 1

Deixe uma resposta

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

×
Olá!