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Banco Mundial inicia reforma para responder aos desafios da atualidade

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O Grupo Banco Mundial surgiu com a criação do Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD), durante a Conferência de Bretton Woods, no ano de 1944, em resposta às necessidades de promoção da reconstrução européia, no pós-guerra, e o desenvolvimento das nações, definindo o cenário para uma nova ordem econômica e monetária internacional.

 

As primeiras ações do BIRD tinham por objetivo a reconstrução da Europa, com o estabelecimento do Plano Marshall. Aos poucos, esse objetivo foi deixado de lado pelo Banco. Assim, o BIRD passou a concentrar suas atividades para o desenvolvimento econômico, em especial dos países menos desenvolvidos e em desenvolvimento.

Atualmente, o Grupo Banco Mundial é composto por cinco agências: o Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD); a Associação Internacional de Desenvolvimento (IDA); a Corporação Financeira Internacional (CFI); a Agência Multilateral de Garantia de Investimentos (AMGI) e o Centro Internacional para Arbitragem de Disputas sobre Investimentos (CIADI).

Para realizar seus objetivos, o Grupo utiliza-se dessas agências, cada qual com uma atividade específica, mas, normalmente, o BIRD é considerado o principal representante do Banco Mundial (BM), por ter sido a primeira agência e por administrar grande parte dos recursos do Grupo.

O Presidente do Grupo Banco Mundial, Robert B. Zoellick, observou que “quando o Banco Mundial se estabeleceu em 1944, o mundo era distinto do atual. A instituição foi criada por 44 países e, atualmente, conta com 186 membros. Os países em desenvolvimento da atualidade eram em sua maioria colônias. Este sistema foi superado há muito tempo e a economia política do século XXI exige uma nova ordem, que reflita a importância crescente dos países em desenvolvimento. Estes são, agora, uma fonte de crescimento econômico, que poderá levar a uma economia mundial mais equilibrada.

Acrescentou Zoellick: (…) “Se os países em desenvolvimento participam na solução, também devem participar nas negociações. O Sistema Internacional necessita de um Grupo do Banco Mundial que represente a realidade econômica internacional do século XXI, reconheça a função e responsabilidade que cabe aos acionistas de crescimento cada vez maior e permita que a África tenha uma maior representação”.

Levando em consideração a necessidade de reforma do antigo Sistema Financeiro Internacional, em Comunicado lançado no site oficial do Grupo Banco Mundial*, Robert B. Zoellick anunciou que o organismo está iniciando um ambicioso programa de reforma para responder mais eficientemente e eficazmente aos desafios da atualidade.

Na reunião da Junta de Governadores do BM, disse que “Para servir à economia mundial em evolução, o mundo necessita de instituições ágeis, engenhosas, competentes e responsáveis”. E complementou afirmando: “O Grupo do Banco Mundial consolidará sua legitimidade, eficiência, eficácia, responsabilidade e ampliará mais sua cooperação com as Nações Unidas, o Fundo Monetário Internacional, os demais bancos multilaterais de desenvolvimento, os doadores, a sociedade civil e as fundações que se converteram em agentes de desenvolvimento cada vez mais importantes”.

Segundo informações publicadasem Comunicado Oficialdo “Grupo”, um informe sobre a Reforma do Sistema de Governo do Banco Mundial deverá ser divulgado ainda este mês (Outubro).

O Fundo Monetário Internacional (FMI) e o BM são as duas maiores Instituições Financeiras Internacionais, que somando os Estados, a iniciativa privada e os bancos, formam o grupo de atores que definem as estratégias de investimento e financiamento internacionais.

A reforma no Banco Mundial poderá iniciar uma transformação do atual Sistema Financeiro Internacional (representação dos costumes, instrumentos e organizações que visam regulamentar as relações entre Estados, mercados e moedas).

* Ver site em : http://www.worldbank.org/

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Daniela Alves - Analista CEIRI - MTB: 0069500SP

Mestre em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Bacharel em Relações Internacionais, jornalista e Especialista em Cooperação Internacional. Atualmente é CEO do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (CEIRI) e Editora-Chefe do CEIRI NEWSPAPER. Vencedora de vários prêmios nacionais e internacionais da área dos Direitos Humanos. Já palestrou em várias cidades e órgãos de governo do Brasil e do Mundo sobre temas relacionados a profissionalização da área de Relações Internacionais, Paradiplomacia, Migrações, Tráfico de Seres Humanos e Tráfico de órgãos. Trabalhou na Coordenadoria de Convênios Internacionais da Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo e na Assessoria Técnica para Assuntos Internacionais da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Governo do Estado de SP. Atuou como Diretora Executiva Adjunta e Presidente do Comitê de Coordenação Internacional da Brazil, Russia, India, China, Sounth Africa Chamber for Promotion an Economic Development (BRICS-PED).

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