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BRASIL E CHINA CAMINHAM PARA FORTALECER SEUS LAÇOS COMERCIAIS (PARTE – 1)

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Duas das maiores potências emergentes globais, China e Brasil caminham para o fortalecimento de seus laços comerciais e diplomáticos. O atual maior parceiro comercial do país está buscando meios de aumentar seus investimentos em território brasileiro e algumas empresas do Brasil já buscam meios de entrar na China.

 

Enquanto o setor industrial brasileiro discute com as autoridades federais do país contra a entrada de produtos estrangeiros no mercado nacional, principalmente, produtos chineses, o setor financeiro caminha um sentido oposto. Nesta última semana de fevereiro, foi informado o interesse em iniciar a cooperação entre a “Bolsa de Valores de São Paulo” (BM&FBovespa) e a “Bolsa de Shanghai”, além do interesse do “Banco do Brasil” de investir e entrar definitivamente na China.

Segundo informações oficiais e divulgadas pela Agência Xinhua (China), representantes de ambos países que atuam nas “Bolsas de Valores” participaram do “Primeiro Fórum de Mercado de Capitais Brasil-China”, realizado na terça-feira, dia 22 de fevereiro, em São Paulo.

O presidente da “Bolsa de Valores de Shanghai”, Zhang Yujun, declarou na abertura do evento: “O fórum tem como objetivo promover a cooperação entre as duas nações e aumentar suas posições econômicas”.

Yujun afirmou que a “Bolsa de Shanghai” e a China como um todo estão interessados em aumentar as parcerias com o Brasil em todos os setores, não apenas no comércio focado em commodities. Beijing está pensando no país em médio e longo prazo, percebendo que a atual atração de ambos países por investidores estrangeiros trará uma grande quantidade de investimentos futuros e grande parte dos investimentos no Brasil tendem a vir do país asiático.

Para Luciano Coutinho, presidente do “Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social do Brasil”, presente no Fórum, este é um momento importante para o país consolidar bons Acordos no setor financeiro e converter o interesse de investimento da China e de outros países em “desenvolvimento” nacional.

Segundo ele, o Brasil receberá US$ 2 trilhões de investimentos nos próximos quatro anos e o nível de investimento atingirá 23% do “Produto Interno Bruto” (PIB) brasileiro.  “Temos firme perspectiva de investimento no futuro”, apontou.

Atualmente a “BM&FBovespa” tem um escritório em Shanghai, cidade irmã de São Paulo. Este tem por objetivo aproximar ambos mercados e facilitar a entrada de empreendedores brasileiros no país. Aberta em 2004, a representação já fechou um “Acordo de Cooperação Técnica” com a “Bolsa de Shanghai” (2005) e durante o Fórum fechou um novo Acordo para aprofundamento de ações conjuntas. No evento, o “Diretor Executivo Financeiro e de Relações com Investidores” da “BM&FBovespa”, Eduardo Guardia confirmou o interesse em fomentar a cooperação entre ambos os lados e espera que sirva de exemplo para outros setores destas economias.

Para Yujun e para os representantes empresariais das empresas listadas na Bovespa e na “Bolsa de Shanghai”, as economias do Brasil e da China são complementares e devem caminhar juntas, em prol de benefícios mútuos.

O presidente da Bolsa chinesa disse que a comitiva de empresariados e autoridades chinesas enviadas ao Brasil para trabalhar em negociações deste gênero é a maior realizada pelo país, demonstrando o quão é importante resolver problemas e debates comerciais e criar novas cooperações efetivas. Segundo os executivos de ambos países, no próximo semestre haverá novo Fórum para uma nova rodada de negócios e a criação de novos projetos em conjunto.
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Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

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