LOADING

Type to search

Brasil e China, parceria recente com crescimento acelerado. Qual será o limite?

Share

O ano de 2009 marcou o mundo pela crise financeira global. Enquanto países buscavam meios de sobreviver à crise econômica, os investidores buscavam respostas sobre a confiança para voltar a investir no mercado estadunidense.

Embora o ano anterior tenha sido um ano turbulento para quase todas as nações que tiveram suas economias abaladas e precisando de reestruturação, o gigante asiático e o gigante sul-americano conseguiram sobreviver à crise sem sofrer muitos prejuízos. Assim, o ano de crise serviu para intensificar as relações sino-brasileiras.

A história das relações entre os dois países não é das mais longas, se comparadas com os Estados Unidos, Europa e com o Japão. Em breve histórico, o Brasil teve contato com a China em seu período colonial, iniciando em 1810, quando Portugal trouxe de Macau (colônia portuguesa na China) alguns chineses para a construção da ferrovia no Rio de Janeiro e também para o cultivo de Chá.

Embora, desde o período colonial, já houvesse iniciado alguma relação entre as colônias Brasil e Macau, desde a independência do Brasil, chineses e brasileiros nunca apresentaram significativas relações diplomáticas.

A partir do final da década de 1970, o Brasil voltou mais suas atenções para a China, porém não foi uma relação muito forte, devido às mudanças políticas brasileiras durante o período dos governos militares.

Na década de 1990, o Brasil se inseriu mais na “internacionalização” da economia mundial. Assim, de 1975 até 1990, o comércio com os chineses cresceu de 0,8% para 1,2% nas exportações e em suas importações.

A partir do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, no ano de 2003, as relações comerciais com este país apresentaram crescimento. As exportações brasileiras para a China foram para 6,2%, ultrapassando as exportações para o Japão, que, até então, eram de 3,2%. As importações também cresceram, passando de 0,6%, em 1990, para 4,5%, em 2003. Antes deste período, as relações brasileiras com a Ásia ainda eram muito restritas ao Japão. As relações comerciais entre os dois países continuaram a crescer e, em 2009, a China se tornou a maior parceira comercial do Brasil.

O comércio Brasil-China registrou US$ 3,2 bilhões contra os US$ 2,8 bilhões do comércio entre Brasil e Estados Unidos. O comércio entre o gigante sul-americano e o “Dragão” chinês somou US$ 10,2 bilhões, resultando em um aumento de 13,9%, em relação ao ano de 2008.

Nas últimas quatro décadas, as relações entre estes dois países apresentaram um ótimo e rápido crescimento. Os dois Estados vêm aumentando à cooperação na política, no comércio, além de várias áreas da economia.

Se compararmos o tempo de relacionamento de Brasília com Beijing, ao relacionamento brasileiro com os Estados Unidos e com o Japão, as relações sino-brasileiras ainda são muito novas e apresentam um grande potencial futuro.

Tags:
Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

  • 1

Deixe uma resposta

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

×
Olá!