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O governo chinês decidiu fechar milhares de fábricas em todo o seu território. Tal medida foi adotada para todas as instalações que atuam de forma prejudicial ao meio-ambiente. O país, que está em crescimento, tem desenvolvido a responsabilidade ambiental como uma meta, visando ser uma das nações propulsoras do combate às mudanças climáticas.

Atualmente, a China é a segunda economia mundial e uma das maiores contribuintes na emissão de gases responsáveis pelo efeito estufa. Para mostrar-se ao mundo como comprometida, ela decidiu fechar essas fábricas, o que resultará na redução  da emissão dos poluentes. A medida já foi implementada e sofre grande oposição dos trabalhadores e moradores locais.

O encerramento radical das atividades é “um gesto para mostrar que o país faz todo o possível para alcançar seus objetivos”, afirmou Andy Xie, economista independente, radicado em Xangai. Acrescentou ainda que “os dirigentes precisam salvar a pele”.

Segundo o governo chinês, até o mês de setembro deste ano, aproximadamente 2.087 fábricas serão fechadas, dentre elas, siderúrgicas, cimenteiras, fábricas de alumínio e de vidro. Até o momento, mais de 500 encerraram as atividades, pois não atenderam as normas do governo para reduzir os níveis de emissão de gases do efeito estufa.

O país realiza esta iniciativa “brutal”, segundo alguns economistas chineses, para provar o comprometimento com o desenvolvimento sustentável aos representantes das nações que participarão da “Conferência Preparatória da Cúpula do Clima de Cancun”, que será realizada na capita chinesa, Beijing, em outubro deste ano, 2010.

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Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

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