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Começam a se estruturar as bases das “Forças Armadas Européias”

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Apesar das negativas dos líderes e autoridades militares dos dois Estados (França e Grã-Bretanha), na terça-feira, dia 2 de novembro, começaram a ser lançadas as bases daquilo que poderão ser as “Forças Armadas da União Européia”. França e Gã-Bretanha assinaram um “Acordo de Cooperação Militar” para mantê-las como protagonistas militares no cenário global.

De acordo com o ministro britânico da Defesa, Liam Fox, “a relação chegará a um nível superior, o mais alto jamais alcançado, ao comprometer a soberania nacional”. O primeiro-ministro britânico, David Cameron, já havia declarado que era vontade dos dois países continuarem a ser “um ator global e, inclusive, mobilizar suas tropas em caso de conflito, apesar de um corte do orçamento da defesa de 8%”.

Analistas do setor têm ressaltado que esta é a questão: a falta de recursos e as crises econômicas podem levar os dois países a perderem o status internacional, por isso estão se vendo obrigados a atuarem em cooperação.

A conclusão dos observadores é de que podem estar sendo estabelecidas as bases das “Forças Armadas” européias, devido, em especial, a dois fatores: (1) inicialmente, graças ao fato de os dois países serem as duas principais potências militares da “União Européia” (UE), pois detém  50% das capacidades operacionais, 45% do orçamento europeu no setor da Defesa e 70% todos os investimentos em pesquisa e desenvolvimento no combate ao terrorismo e aos crimes cibernéticos e (2) a história demonstra que o processo de integração europeu sempre se deu pelos “Acordos e Tratados de Cooperação” entre dois países, em determinado setor, expandindo-se com a adesão dos vizinhos, que foram se integrando à base criada.

Complementar a isto, a Cooperação entre os dois países (França e Gr˜-Bretanha) em termos de Defesa já ocorre, com os Acordos para a utilização conjunta de porta-aviões, entre 2016 e 2020; para patrulhas aéreas, para aviões e navios de reabastecimento; para sincronizar as patrulhas submarinas, trabalhos que exigem a integração de planejamentos estratégicos e apoio logístico, sendo harmônicos, senão integrados, ou definidos por “Estado-Maior” comum. Por isso, os analistas estão apostando que estão sendo lançadas as bases para as “Forças Armadas da UE”.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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