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Coreia do Norte é alvo de críticas devido a incidente na zona de fronteira entre as duas Coréias

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A Coréia do Sul divulgou os resultados da investigação realizada para apurar se o torpedo que levou ao naufrágio de uma embarcação militar sul-coreana realmente partiu de um submarino norte-coreano. O caso chamou a atenção internacional e pôs a imagem da Coréia do Norte de forma negativa perante à comunidade internacional.

Segundo Yoon Duk Young, co-presidente da equipe internacional de investigações, e de acordo com a participação de uma equipe de peritos dos Estados Unidos, a conclusão confirma as suspeitas de que o naufrágio foi causado por um torpedo disparado por um submarino ou um barco da marinha norte-coreana. Foi constatado que, pelo horário do incidente, um submarino e uma fragata norte-coreana haviam deixado o porto militar e estavam nas proximidades da fronteira entre os dois Estados.

A Coréia do Norte enviou um comunicado internacional rejeitando as acusações e alegou que se trata de uma conspiração dos sul-coreanos e aliados (no caso é uma acusação direta aos EUA) para, nas palavras norte-coreanas, “impor” o que chamam de “sua agenda política e militar”. Os norte-coreanos solicitaram que Seul apresente evidências, bem como que as investigações sejam realizas com participação deles e de outros atores.

O presidente sul-coreano disse que irá levar o caso a julgamento no “Conselho de Segurança da ONU”, para que sejam observados meios de aplicar alguma punição ao governo do norte, possivelmente através de sansões.

Seul já cancelou uma série de acordos de cooperação com os norte-coreanos, mantendo apenas a cooperação de caráter humanitário, por não achar justo punir civis, devido ao que chamaram de “irresponsabilidades do governo local”.

Depois de divulgadas as conclusões da perícia com indicação do responsável pelo incidente que causou 46 mortes, os Estados Unidos e o Japão consideraram Pyongyang culpada e o naufrágio como indesculpável. O atual secretário-geral da “Organização das Nações Unidas” (ONU), o sul-coreano Ban Ki Moon, e a China desejam maiores esclarecimentos e anunciaram que desejam ouvir as duas partes para se posicionarem.

A solicitação da China e da ONU de mais detalhes acerca da investigação realizada e dos fatos são muito importantes, pois Pyongyang ameaçou que recorrerá à guerra contra a Coréia do Sul se lhes forem impostas sansões.

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Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

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