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Encontros bilaterais entre os Presidentes brasileiro, indiano e chinês

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Ontem, dia 15 de abril, logo após a segunda cúpula do “Grupo BRIC” (Brasil, Rússia, Índia e China) ocorreram os encontros bilaterais entre o presidente brasileiro com seus homólogos Hu Jintao (China) e Monmohan Singh (Índia).

Durante o encontro Brasil-Índia, os dois concordaram na necessidade de serem desenvolvidos novos meios de se aumentar as trocas comerciais bilaterais, ou a meta de US$ 10 bilhões estabelecida por ambos não poderá se concretizar. No ano de 2009, o comércio entre os dois países atingiu US$ 5,6 bilhões.

Para mudar este quadro, os lideres concordaram em documento conjunto que os setores de comércio e indústria de ambos devem aproveitar as oportunidades nos seguimentos de Energia, agricultura, infra-estrutura e mineração. Houve também a manifestação de interesse de empresas petrolíferas indianas em participar do próximo leilão da “Agência Nacional de Petróleo” (ANP).

Já no encontro entre o presidente Hu e Lula, foi anunciada a construção de um “complexo siderúrgico em Porto Açu”, no Rio de Janeiro. As negociações para a implantação deste complexo siderúrgico se darão pelas empresas “LLX do Brasil” e a empresa chinesa “Wisco”. “Será o maior investimento chinês no Brasil e o maior da China, neste setor, no exterior”, afirmou o presidente chinês, Hu Jintao.

O presidente Lula declarou que a pauta de negociação entre os dois países deve elevar o nível e não se fixar apenas em importação e exportação, mas que os empresários brasileiros devem ser mais arrojados para conquistar o mercado chinês. “Para que a promessa do comércio Sul-Sul seja uma realidade, o Brasil precisa aumentar o valor agregado de suas vendas. O setor aeronáutico pode ajudar a tornar nossas trocas mais equilibradas. O empresariado brasileiro também tem o desafio de ser mais arrojado na conquista do consumidor chinês“, assinalou o presidente brasileiro.

Lula mencionou que outros acordos foram assinados com a finalidade de aumentar as exportações brasileiras para a China, mas ainda não se tem detalhes dos produtos. Embora estes acordos ainda não tenham sido detalhados à imprensa, foram assinados acordos de “requisitos fitossanitários”, para permitir exportações de folhas de tabaco e carne bovina brasileiras para o país asiático.

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Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

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