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Eurodeputado britânico propõe o fortalecimento da “Política Agrícola Comum”

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Ontem, dia 13 de abril, em seu site oficial, o “Parlamento Europeu”, considerando as estimativas que revelam que a procura de alimentos na Europa irá duplicar até 2050, lançou a seguinte questão: “no futuro, como a “União Européia” irá produzir mais alimentos, com menos terrenos, menos água e menos energia?”.

Para responder a estes desafios o eurodeputado britânico George Lyon (Grupo da Aliança dos Democratas e Liberais pela Europa) identifica, em seu “Projeto de relatório sobre o futuro da Política Agrícola ComumPAC* – após 2013”**, cinco áreas fundamentais para reforçar a PAC: (1) segurança alimentar e comércio justo; (2) agricultura na Europa; (3) biodiversidade e proteção ambiental; (4) sustentabilidade e (5) crescimento verde.

De acordo com Lyon, a PAC reforçada possibilitará aos agricultores da UE se manterem competitivos no mercado mundial “face aos parceiros comerciais altamente subvencionados; [considerando] que, num contexto de alterações climáticas, de instabilidade política em certas regiões do mundo, de surtos potenciais de doenças ou de outros eventos que representam uma ameaça potencial para a capacidade de produção, a UE não pode se permitir confiar em outras regiões do mundo para a segurança do seu abastecimento alimentar”.

Acrescentou ainda que “os agricultores europeus e a Política Agrícola Comum têm de conseguir dar resposta aos desafios do séc. XXI e fazem parte da solução, não do problema“.

As medidas apresentadas pelo eurodeputado abarcam o aumento dos subsídios dados aos agricultores da UE, o que poderá dificultar ainda mais as negociações mundiais pela liberalização do comércio (Rodada Doha) e as negociações comerciais entre a UE e o Mercosul, na medida em que o Brasil, um dos maiores exportadores de produtos agrícolas do mundo, é um dos principais defensores do fim dos subsídios no setor.

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*A “Política Agrícola Comum” (PAC) constitui uma das políticas mais importantes da União Européia (as despesas agrícolas representam cerca de 45% do orçamento comunitário) e, de acordo com as informações publicadas no site oficial da UE, ela tem por finalidade assegurar preços razoáveis aos consumidores europeus e uma remuneração eqüitativa aos agricultores.

” em: http://jornal.ceiri.com.br/wp-content/uploads/2010/04/810067pt.pdf

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Daniela Alves - Analista CEIRI - MTB: 0069500SP

Mestre em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Bacharel em Relações Internacionais, jornalista e Especialista em Cooperação Internacional. Atualmente é CEO do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (CEIRI) e Editora-Chefe do CEIRI NEWSPAPER. Vencedora de vários prêmios nacionais e internacionais da área dos Direitos Humanos. Já palestrou em várias cidades e órgãos de governo do Brasil e do Mundo sobre temas relacionados a profissionalização da área de Relações Internacionais, Paradiplomacia, Migrações, Tráfico de Seres Humanos e Tráfico de órgãos. Trabalhou na Coordenadoria de Convênios Internacionais da Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo e na Assessoria Técnica para Assuntos Internacionais da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Governo do Estado de SP. Atuou como Diretora Executiva Adjunta e Presidente do Comitê de Coordenação Internacional da Brazil, Russia, India, China, Sounth Africa Chamber for Promotion an Economic Development (BRICS-PED).

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