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FMI dará assessoria à Cristina Kirchner

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Uma Missão do “Fundo Monetário Internacional” (FMI) está em Buenos Aires, desde o dia 8 de dezembro, permanecendo no país até dia 17, também de dezembro de 2010. O Fundo retorna à Argentina após quatro anos depois de o ex-presidente do país (2003-2007), Nestor Kirchner, ter mostrado que desejava romper, senão afastar-se da Instituição.

Antes de sua morte, Nestor havia afirmado: “Não queremos mais lições do FMI”, da mesma forma que em 2006, quando pagou a dívida do país, disse “tchau, FMI!”.??A própria Cristina Kirchner, atual presidente, chamou a instituição de “escorpião venenoso” e o ministro da Economia, Amado Boudou, chegou a declarar que “fazer um acordo com o FMI seria como abaixar as calças”.

Analistas afirmam que a função da Missão é auxiliar no cálculo do “índice de inflação” do país, pois a mensuração realizada atualmente pelo “Instituto Nacional de Estatísticas e Censos” (Indec), perdeu credibilidade desde que, em janeiro de 2007, o então presidente Nestor Kirchner, ordenou uma intervenção no Órgão, deixando sob suspeita os números apresentados.

Os índices são questionados por uma ampla gama de atores, nacionais e internacionais, como partidos da oposição, o próprio FMI, o “Banco Mundial”, economistas, associações de empresários, organizações de defesa dos consumidores, a própria opinião pública interna do país. Um exemplo é o anúncio feito pelo governo de que a inflação acumulada entre janeiro e outubro de 2010 é de 9,2%. Economistas afirmam que ela está entre 21% e 23%.

A Presidente está buscando forma de relativizar a ida do Fundo à Argentina, ao ponto de dizer “não tem nada a ver como as missões que vinham antigamente nos dizer como tinha de funcionar a economia”. O diretor do Indec, Norberto Itzcovich, corrobora a declaração da mandatária afirmando que sua função é “puramente técnica”.

Observadores, contudo, concluem que o Governo argentino deseja recuperar a credibilidade do Indec para usar isso nas eleições de 2011. Ademais, deseja renegociar sua dívida de 7 bilhões de dólares com o “Clube de Paris” e, para tanto, esta reaproximação é essencial.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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