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Foi anunciado mais um concorrente do projeto “South Stream” da estatal russa “Gazprom”

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A necessidade de assegurar quantidades suficientes de gás para as necessidades européias, ou a redução da dependência energética da Rússia, implicou uma série de projetos para abastecer a Europa com gás natural de outros países.

Neste contexto, um novo projeto de gasoduto – o “Gasoduto Trans-Adriático” (TAP) que liga a Grécia à Itália – foi apresentado no dia 20 de Maio, sendo mais uma concorrência para os russos no território europeu.

A empresa alemã “E. On Ruhrgas” se juntou a empresa “Statoil”, da Noruega, e a “EGL” da Suíça, para assinar um acordo de consórcio com o objetivo de construir o que eles consideram como “o projeto mais promissor para o abastecimento de gás ao Sudeste da Europa“.

O gasoduto TAP, 520 km de extensão, começará na cidade grega de Thessaloniki, cruzando a Albânia, o mar Adriático, até chegar em Brindisi, na Itália. A capacidade prevista do gasoduto é de 10 bilhões de metros cúbicos (bmc) e deverá estar operacional em 2016-2017.

O projeto é um concorrente direto tanto da “Interligação Turquia-Grécia-Itália” (ITGI – primeiro projeto de gasoduto no sudeste destinado a transportar gás natural que não é proveniente da Rússia), e é patrocinado pela empresa de energia italiana “Edison”, como do gasoduto “Poseidon”, que está previsto para ser executado da Grécia para a Itália. “Poseidon” tem uma capacidade prevista de 9 bmc e deverá operar em 2015.

Todos estes projetos estão competindo diretamente com a estatal russa “Gazprom”, que lidera o projeto “South Stream”* (Corrente do Sul) em parceria com a maior empresa de energia da Itália, a “ENI”. O “South Stream”, projeto regional da Rússia, foi considerado uma decisão estratégica russa para manter a posição dominante de Moscou no mercado europeu.

Com uma capacidade total de 30 bilhões de metros cúbicos por ano, as condutas de “South Stream” partem do terminal de Beregovaya, na costa russa do Mar Negro, e atravessam o fundo do mar durante 900 km até atingirem as costas búlgaras, perto de Varna. Depois, divide-se em duas seções: para Norte atravessará a Sérvia e Hungria até à Áustria; para Sul, a Grécia, o Mar Jônico, até alcançar a Itália.

Apesar dos projetos que contornam a Rússia, este país vai permanecer um fornecedor decisivo de gás natural para o mercado europeu. Para a UE, existe o desafio de diversificar o fornecimento de gás natural, mas sem comprometer as inevitáveis relações com a Rússia.

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* Para mais informações acesse: http://south-stream.info

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Daniela Alves - Analista CEIRI - MTB: 0069500SP

Mestre em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Bacharel em Relações Internacionais, jornalista e Especialista em Cooperação Internacional. Atualmente é CEO do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (CEIRI) e Editora-Chefe do CEIRI NEWSPAPER. Vencedora de vários prêmios nacionais e internacionais da área dos Direitos Humanos. Já palestrou em várias cidades e órgãos de governo do Brasil e do Mundo sobre temas relacionados a profissionalização da área de Relações Internacionais, Paradiplomacia, Migrações, Tráfico de Seres Humanos e Tráfico de órgãos. Trabalhou na Coordenadoria de Convênios Internacionais da Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo e na Assessoria Técnica para Assuntos Internacionais da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Governo do Estado de SP. Atuou como Diretora Executiva Adjunta e Presidente do Comitê de Coordenação Internacional da Brazil, Russia, India, China, Sounth Africa Chamber for Promotion an Economic Development (BRICS-PED).

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