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Governo brasileiro preocupado com aquisição de terras nacionais por estrangeiros

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O governo brasileiro começou a dar mostras de preocupação com a compra de terras brasileiras por estrangeiros, em especial pelas Multinacionais que trabalham no setor do agronegócio. Para tentar controlar a situação, o Executivo pretende encaminhar ao “Congresso Nacional” do Brasil uma “Proposta de  Emenda Constitucional” (PEC), com o intuito de impedir que aos capitais externos invistam na aquisição de terras.  A idéia anunciada pelo ministro do “Desenvolvimento Agrário”, Guilherme Cassel, é de que não será possível participar de atividades econômicas com este intuito no território nacional.

De acordo com dados do “Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária” (INCRA) o montante de terras sob controle de estrangeiros é de 4,037 milhões de hectares, sem contar os caso em que a propriedade pertence a empresas nacionais, mas estão sobd controle de estrangeiros. Em números de propriedades, são 34.218 propriedades rurais, com prevalência no Centro-Oeste,  onde estão 38% delas. Segundo informações, a velocidade da aquisição corresponde a um “Principado de Mônaco” por dia e está crescendo.

O argumento é de que a concentração afeta a soberania nacional, opinião compartilhada pela maioria da sociedade brasileira, e, indiretamente, a produção e o mercado de alimentos no Brasil. Segundo informações, será pedida urgência na questão, pois se acredita que o foco é controlar áreas sensíveis, nas quais há riquezas, tanto em termos de solo, quanto minerais, biodiversidade e água.  Isto deve mudar o planejamento das empresas estrangeiras no Brasil que atuam no setor, bem como dos investidores externos.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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