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Hugo Chávez ordena revisão de relações com o Vaticano para controlar manifestação de Bispos no país

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O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, respondeu de forma ríspida às críticas feitas pelo cardeal Jorge Urosa Savino, “Bispo de Caracas”, solicitando que ele formalize suas críticas diante do Parlamento venezuelano, além de ter se referido de forma violenta aos cardeais da igreja católica, chamando-os de “trogloditas” e “homens das cavernas”.

Como medida complementar, ordenou ao seu “Ministro das Relações Exteriores”, o chanceler Nicolás Maduro, a revisão do “convênio” que exite entre a Venezuela e Vaticano. Chávez teve vários atritos com a Igreja católica, mas está preocupado com as eleições legislativas que ocorrerão no pais em setembro.

Tem afirmado que há uma aliança tática neste momento entre o Igreja e a oposição, baseando-se nas críticas que recebeu de que o seu modelo político está levando a Venezuela para uma ditadura marxista-leninista, com consequências imprevisíveis.

A resposta foi de que, Sua Santidade, o Papa, não é o embaixador de Cristo na terra. Em suas palavras, durante evento do “Partido Socialista Unidao de Venezuela” (PSUV): “Com todo o respeito ao Estado do Vaticano e ao chefe de Estado, que é o papa… que não é nenhum embaixador de Cristo na Terra. (…). Que coisa é essa de embaixador de Cristo? Cristo não precisa de embaixador. Cristo está no povo e nos que lutam por justiça e libertação dos humildes”.

Analistas afirmam que o problema de Chávez é garantir a vitória nas eleições legislativas que ocorrerão em setembro. Para tanto, afastará e controlará todos os opositores, usando dos meios disponíveis como controle da imprensa, não permitirá manifestações, reuniões e fará aplicação imediata dos instrumentos mais eficazes do Estado, dentre eles o serviço secreto venezuelano.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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