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Influência dos EUA na Bovespa cai e a China ganha destaque

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Um levantamento realizado pelo HSBC (Banco em operação no Brasil) demonstra que a influência da China na Bovespa (Bolsa de valores de São Paulo) superou a dos Estados Unidos. Em dezembro deste ano (2009), a correlação entre a bolsa brasileira e a chinesa subiu para 67%.

As relações econômicas entre o Brasil e a China não estão se limitando ao comércio exterior. Depois da economia real, agora chegou à vez do mercado financeiro apresentar pontos positivos nas relações sino-brasileiras.

A chamada correlação entre a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e a Bolsa de Xangai vem crescendo firmemente nos últimos anos e, para alguns analistas, ela irá aumentar ainda mais daqui à frente, sendo considerado apenas o começo das relações Brasil-China no mercado financeiro. Essa correlação significa que o mercado acionário chinês influencia cada vez mais no marcado acionário brasileiro. 

O Brasil está se tornando uma alternativa para os investidores que querem ter exposição à China, com a diferença de que temos um arcabouço institucional melhor do que os chineses“, disse Pedro Bastos, referindo-se às instituições como o Banco Central (BC) e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A relação entre os mercados brasileiros e chineses tem raízes na economia real. Com a China assumindo o posto de principal parceiro comercial do Brasil e maior compradora de produtos brasileiros, evidentemente isso influenciaria no crescimento das relações entre os mercados financeiros dos dois países.

No mês de novembro deste ano, a corrente de comércio (soma das importações e exportações) Brasil-China atingiu US$ 33,3 bilhões, a frente da relação Brasil-EUA, que apresentou US$ 32,8 bilhões. Considerando apenas as exportações, os chineses aumentaram sua vantagem em relação aos EUA, com US$ 18,9 bilhões, ante US$ 14,4 bilhões dos norte-americanos.

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Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

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