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O feriado de comemoração do Ano Novo na China foi mais positivo para os japoneses que para os chineses. Durante os dias de feriado, o Japão sofreu uma grande “invasão” de turistas chineses, gerando resultados positivos para o comércio do país. Este fato está motivando o governo japonês a repensar as condições de vistos para turistas vindos da parte continental chinesa.

O Japão já está facilitando a concessão de vistos individuais e para viagens em grupo, vindos da China. O governo acredita que, para ajudar na recuperação da sua economia, deve investir no turismo e já tem metas fixadas para alcançar próximo de 15 milhões de visitantes ao ano. Para cumprir suas metas, tem apostado nos turistas chineses.

O montante desses turistas no Japão aumenta cada vez mais. Só no ano de 2009, o número de pessoas ultrapassou a cifra de um milhão, pela primeira vez na história das duas nações. Visitantes da Coréia do Sul e de Taiwan, principal público do turismo no Japão, caíram, em média, 33% e 26%, respectivamente.

Acredita-se que o crescimento dos turistas chineses não será positivo apenas para o Japão, mas também para outros países dentro e fora da Ásia. O governo chinês está facilitando e promovendo mecanismos para aquecer o setor do turismo, tanto para estrangeiros visitarem a China, como para os chineses visitarem o exterior. Segundo é afirmado, estas ações serão fundamentais para contribuir com o desenvolvimento do setor turístico em diversas sociedades e a ajudar na recuperação de suas economias, após a crise econômica internacional.

Países como o Brasil também já estão se preparando para atrair os visitantes chineses, em especial na região amazônica e no nordeste brasileiro, onde já existem cartilhas em Mandarim para facilitar a viagem destes turistas oriundos da China.

Profissionais da área estimam que, até 2020, a China será o maior emissor de turistas do mundo, com o equivalente a 7% de sua população passando férias em outros países.

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Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

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