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Irã acusa China de adotar política de “dois pesos e duas medidas”

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Após o “Conselho de Segurança da ONU” ter aprovado as sanções ao Irã, o governo de Teerã criticou os russos e os chineses. O Irã não acreditava que Beijing aceitasse as condições dos Estados Unidos. “Estou surpreendido por a China aceitar a dominação [dos EUA]”, declarou Ali Akbar Salehi, que advertiu com a seguinte declaração: “[esta] atitude terá certamente conseqüências no mundo muçulmano”.

Em sua declaração, citada pela “Agência de Notícias” iraniana, Isna, “a China vai perder progressivamente o seu lugar no mundo muçulmano e, quando despertar, será demasiado tarde”.

A China é o maior parceiro comercial do Irã e resistiu por muito tempo à aprovação das sanções contra o Irã. O presidente Mahmud Ahmadinejad estará em Xangai nesta semana, para participar da “Expo Xangai 2010” e informou que não irá falar sobre o assunto, apenas resolverá as questões envolvendo o evento.

Embora o presidente iraniano não tenha dado uma declaração oficial, a chancelaria de seu país acusou os chineses de uma política de “dois pesos e duas medidas”, pelo fato de apoiar a Coréia do Norte, mas esquecer dos mulçumanos.

O Irã dá ênfase ao fato de Pyongyang não ser membro do “Tratado de Não Proliferação Nuclear” (TNP), ao contrário de seu país, que é um dos membros, e observou a mudança de posicionamento chinês em relação às sanções contra seu “Programa Nuclear”. As afirmações vindas de Teerã são acusatórias, questionando “a seriedade de Beijing” para com seus “reais” aliados.

Ali Akbar diz: “Esperamos o regresso do presidente ao país para examinar a situação com precisão e sem precipitação”. O presidente iraniano está no Tadjiquistão e chega à China na quinta-feira para participar no “Dia do Irã” na “Exposição Universal”, em Xangai.

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Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

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