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Irã intensifica resistência à Comunidade Internacional e envolve Bolívia no processo

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O governo do Irã continua com sua posição de resistência e confronto à “Comunidade Internacional”, em especial às grandes potências, que continuam tentando impedir o desenvolvimento de seu “Programa Nuclear”.

Após a recusa e resposta não diplomática à proposta brasileira de receber como asilada a cidadã iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani, condenada à morte pelo acusação de “assassinato” e “adultério”, o Irã ofendeu a França, ao chamar a Primeira-Dama do país, Carla Bruni, de “prostituta” e “imoral”, pelo fato de a esposa do presidente francês, Nicolas Sarkozy, assinar uma petição pedindo a libertação de Sakineh.

A ofensa se deu por meio do jornal “Kayhan”, que é controlado pelo governo do país, embora, no dia seguinte, este tenha se pronunciado contra a atitude do jornal, mas tenha apenas emitido uma  nota.

Os confrontos à “Comunidade Internacional” estão se intensificando também na área militar. O presidente do país anunciou que está voando o “Karrar”, o primeiro avião bombardeiro não tripulado, cujo alcance não foi divulgado, mas foi dito que é capaz de “voar a longas distancias e com grande velocidade”.

O anúncio foi feito no dia 22 de agosto, dois dias depois de também ter sido apresentado o primeiro teste com sucesso do míssil terra-terra “Qiam”, além de estar sendo preparada a produção das lanchas rápidas “Seraj” e “Zolfagar”, que são equipadas com lança mísseis.

Internamente, Sites e Blogs iranianos, alguns clandestinos, estão anunciando que o regime tem mantido a perseguição à oposição, ignorando as solicitações das “Nações Unidas” e  de instituições internacionais de “Direitos Humanos”.

Ontem, dia 31 de agosto, a casa do líder opositor, ex-candidato presidencial, Mehdi Karoubi, foi cercada por paramilitares fiéis ao “Líder Supremo”, Ali Khamenei, com o intuito de impedir que ele estivesse em cerimônia religiosa, repetindo atitude ocorrida em outras ocasiões.

Completando o quadro, o governo de Teerã está dando mostras de que busca alternativas aos boicotes e sanções que tem recebido da “Comunidade Internacional”. Na segunda-feira, dia 30 de agosto, representantes do governo iraniano declararam um crédito concedido à Bolívia de, aproximadamente, US$ 254 milhões, alegando que serão usados para dar continuidade aos Convênios assinados entre os dois países desde 2007,  cujo objetivo é fomentar as indústrias de laticínios  e a têxtil.

Contudo, também surgiram anúncios e afirmações de que visam realizar transferência de tecnologia, fazer trabalhos de colaboração em pesquisa geológica para prospecção de reservas minerais e trabalhar na industrialização de minérios: o lítio aparece como um dos  focos.

Analistas tem afirmado que a pretensão real dos iranianos é ter acesso ao fornecimento de urânio boliviano, pela exploração das reservas das jazidas na região de Potosi, numa mina que chegou a ser explorada na década de 70.

As informações são confirmadas pela divulgação feita, faz alguns meses, de que uma empresa canadense de nome “Mega Uranium” tem 17 jazidas de urânio registradas em território boliviano e planejava levar adiante “um projeto avançado de prospecção no norte de Potosi”.

Observadores apontam que os acordos e empréstimos acertados visam criar formas de vencer às sanções adotadas pelas “Nações Unidas” e isto poderá trazer concretamente para a América do Sul os conflitos do Oriente Médio, já que não apenas a Bolívia, mas também a Venezuela está sendo acusada de participar do planejamento para fornecer material nuclear aos iranianos, embora não haja confirmações acerca desta acusação.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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