LOADING

Type to search

Novos investimentos da Petrobrás serão feitos na Bolívia

Share

Na terça-feira, dia 14 de dezembro, o presidente da “Petrobrás”, Sérgio Gabrielli, declarou à imprensa que a empresa brasileira voltará a investir na Bolívia. Segundo afirmou, foi acertada a compra de 30% da participação no “Campo de Itaú”, cuja concessão pertencia à empresa francesa “Total”.

Os argumentos do presidente da “Petrobrás” foram: (1) O Brasil ainda necessita do fornecimento do gás boliviano até a extração em larga escala das reservas do pré-sal; (2) Os dois campos da Petrobrás que operam na Bolívia – San Alberto e San Antonio – produzem 23 milhões de metros cúbicos diários de combustível e, embora correspondam à metade do produção boliviana, ainda não contemplam a necessidade brasileira, que está na casa dos 30 milhões; (3) Este “Campo de Itaú”, é vizinho dos campos brasileiros, algo que facilitará as operações, já que são reservas contíguas; (4) Segundo Gabrielli, nunca se afirmou que a Petrobrás deixaria de investir na Bolívia e estes investimentos estão incluídos no projeto para otimizar a produção boliviana, a qual está voltada em grande parte para o Brasil, sendo este o objetivo do projeto, fornecer ao mercado brasileiro; (5) novamente, de acordo com Gabrielle, o contrato com os bolivianos vai até 2019 e nunca deixou de ser cumprido, o que justifica que se dê continuidade ao processo de produção na Bolívia.

Aguarda-se a decisão do Legislativo boliviano para que o negócio seja concluído, passando pela aprovação do órgão regulador local. Nas palavras do gerente executivo da área internacional da “Petrobrás”, Carlos Alberto Pereira de Oliveira, “Havendo um positivo, poderemos desenvolver lá, tem sinergia com o campo de San Alberto. Sob a perspectiva das instalações, a idéia é fazer o desenvolvimento desta área junto com o campo de San Alberto“.

No entanto, não estão sendo revelados os valores envolvidos na negociação, bem como dadas informações sobre as garantias que a “Petrobrás” receberá do governo boliviano, uma vez que se viveu crise e momentos de tensão no momento da nacionalização das empresas exploradoras de hidrocarbonetos, em 2005, razão pela qual houve fuga de investimentos estrangeiros, que resultou na queda da produção.

Tags:
Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

  • 1

Deixe uma resposta

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

×
Olá!