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O questão do corte do fornecimento de gás russo à Bielo-Rússia

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O presidente da Rússia, Dimitri Medvedev, ordenou o corte do fornecimento de gás natural à Bielo-Rússia, de forma gradativa, até chegar a 85% do fornecimento normal. A razão apresentada pelo governo russo foi a não quitação das dívidas do país com à gigante russa Gazprom. O valor da dívida é de 200 milhões de dólares.

Alguns jornais anunciaram que o chefe de Estado bielo-russo, Alexandre Lukachenko, negou a dívida e afirmou que a Gazprom é quem devia ao seu país 200 milhões de dólares (160,6 milhões de euros) devidos ao transporte de gás para a Europa. O diretor da empresa respondeu que a afirmativa não era real.

Outros jornais apresentaram declaração oposta de Lukachenko, aceitando a dívida, mas que não poderia pagá-la com moedas. Apresentou a alternativa de pagar suas dívidas com tratores, equipamentos e demais produtos.

Analistas e observadores que estão acompanhando o caso, afirmam que esta é a situação correta, uma vez que começaram hoje as negociações para resolver o problema e este acompanharam a afirmação do bielorrusso sobre o pagamento com produtos, o que significou o reconhecimento da dívida.

O problema se resume ao fato de, segundo a Lei russa, as dívidas de empresas estrangeiras deverem ser pagas apenas com moeda, não sendo permitido o pagamento com produtos de quaisquer espécies. O cumprimento da Lei está dentro do planejamento russo para trazer segurança à expansão de seu mercado e para o estabelecimento de parcerias internacionais.

De acordo com os representantes da empresa, o corte do fornecimento não afetará o fornecimento de gás à Europa, pois há rotas alternativas que serão ativadas para o cumprimento dos contratos e para não deixar a Europa em situação desagradável. O corte começou as 3h00 (horário local), na madrugada desta segunda-feira (dia 21 de junho).

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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