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O significado da estratégia das “guerrilhas de comunicação” na Venezuela

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O governo venezuelano anunciou no dia 12 de abril de 2010 (semana passada) que adotaria uma nova estratégia denominada “guerrilhas de comunicação” para preencher o “silêncio midiático” que existe na Venezuela. Segundo declarou, o objetivo será enfrentar a “desinformação” promovida pelos meios de comunicação da Venezuela contra o seu governo.

Acredita-se que ele usará de estudantes e jovens voluntários para trabalhar com os meios da internet, celulares e atividades artísticas generalizadas para agir diretamente nos setores da população que são a base da causa bolivariana e, por isso, constantemente mobilizáveis, não permitindo a penetração de outro tipo de informação que não a favorável ao seu planejamento. Também será enfrentada diretamente aquela informação confrontadora que já foi disseminada.

Com o apoio que receberá deste segmento de jovens, o governo poderá realizar estratégia de marketing político completo e permanente, em um processo de mobilização popular semelhante ao realizado por países europeus na década de 30 do século XX.

Com os recursos que começa a adquirir, principalmente os recentes advindos da China, ele poderá usar do aparelho estatal venezuelano, seus instrumentos e instituições para garantir o apoio necessário ao contingente que trabalhará na estratégia de marketing político.

É possível que esta nova ação dê ao mandatário a sobrevida que a oposição não contava, pois ele trabalhará na produção e disseminação acelerada de informações estratégicas úteis, além de ter o controle sobre a disseminação da informação opositora.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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